ADELMAR TAVARES
(Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti)

Advogado, professor, jurista, magistrado e poeta
Nascimento: 16/02//1888
Cidade: Recife - Estado: Pernambuco
Movimento Literário: Trovadorismo
Faleceu: 20/06/1963 no Rio de Janeiro - RJ

"O valor da Poesia de Adelmar Tavares, a aceitação de suas trovas, quer nos meios literários, quer nas esferas populares, são fatos tão conhecidos que não necessitam de provas. Mas o que contarei a seguir é tão expressivo que não deveria guardar só para mim:
Quando em 1956 publiquei "Meus Irmãos, os Trovadores", na Introdução pedia que os leitores ou poetas me enviassem a relação das 250 trovas (entre as duas mil) que mais lhe tivessem agradado. Os três primeiros votantes foram poetas e das duas mil quadras apenas quatro restaram com a votação unânime dos três. E dessas quatro trovas três pertenciam a Adelmar Tavares, que no livro tinha mais de seiscentos companheiros. Ao receber a quarta relação, também de um poeta, vi que só restava uma única trova com a votação unânime dos quatro. Essa trova era também de Adelmar e, por coincidência, era a n.º 1 do livro que recebera tal numeração sem intuitos de preferência ou prioridade. Transcrevo-a aqui para matar a natural curiosidade do leitor:

"Para matar as saudades,
fui ver-te em ânsias, correndo...
- E eu que fui matar saudades,
vim de saudades morrendo..."

Fica assim comprovado o grande prestigio das trovas de Adelmar entre poetas e trovadores."
J G de Araújo Jorge

Foi professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro; promotor público adjunto (1910); curador de resíduos e testamentos (1918); curador de órfãos (1918-1940); advogado do Banco do Brasil (1925-1930); desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal (1940) e presidente do Tribunal de Justiça (1948-1950).

Era membro da Sociedade Brasileira de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia Brasileira de Belas Artes, membro e patrono da Academia Brasileira de Trovas. Era considerado o Príncipe dos Trovadores Brasileiros. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras em 1948.