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Antonio Brasileiro, poeta de muitas faces e homem de muitas artes que apresenta na sua obra poética uma reflexão lírico-filosófica acerca de um dos motivos literários mais cantados na literatura ocidental, o desconcerto do mundo. O poeta explora em sua obra esta tentativa vã de compreender a dinâmica do mundo. Filiando-se à tradição camoniana, a sua poesia reflete muitas vezes sobre a instabilidade do mundo e a fragilidade da condição humana, sendo que esta só pode ser superada pela magia da arte. Daí a marca da metalinguagem na obra do autor, ele sabe que a contribuição do artista para os homens comuns é justamente a sua obra, ainda que incompreendida, ainda que seja um pobre elefante, ainda que seja inútil a poesia... O poeta se sabe gauche, se sabe deslocado das engrenagens vigentes. Porém, como não mais habita o Parnaso, ele convive com os outros homens, mas não como os outros homens, as diferenças são divisores de água, ainda que imperceptíveis... (*) (*) Trecho do Artigo de Alana Freitas El Fahad |