JORGE LUIS BORGES
☼ 24/08/1899 - Buenos Aires, Argentina
 † 14/06/1986 - Genebra, Suíça


JORGE FRANCISCO ISIDORO LUIS BORGES ACEVEDO, escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta.  De ascendência judaico-portuguesa, nasceu na capital argentina, Buenos Aires, no dia 24 de Agosto de 1899. Filho de Jorge Guillermo Borges e Leonor Acevedo Haedo.

Faleceu na manhã do dia 14 de Junho de 1986, ao lado apenas de sua esposa Maria Kodama e do amigo Hugo Bianciotti, em Genebra, Suíça, com um câncer de fígado e um enfisema, onde está sepultado, por opção pessoal, no Cimitiere des Rois.

Acometido por problemas nos olhos, foi aos poucos perdendo a visão. Quando estava totalmente cego contou com a ajuda de sua mãe para escrever seus livros. A doença fez com que vivesse em reclusão durante boa parte do fim de sua vida.

Bilíngue desde a sua infância, aprendeu a ler em inglês antes que em castelhano, por influência de sua avó materna de origem inglesa.

Aos seis anos disse a seu pai que queria ser escritor e aos sete escreveu, em inglês, um resumo de literatura grega. Aos oito, inspirado num episódio de "Dom Quixote" de Cervantes, fez seu primeiro conto: "La Visera Fatal". Aos nove anos, traduziu do inglês "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde.

Em 1914, devido à quase cegueira total, seu pai decide passar uma temporada com a família na Europa. Em Genebra, Jorge escreveu alguns poemas em francês enquanto estudava o bacharelado (1914-1918). Sua primeira publicação registrada foi uma resenha de três livros espanhóis para um jornal de Genebra.

Em 1919, mudou-se para a Espanha e publicou poemas e manifestos na imprensa. Em 1921, retornou a Buenos Aires e redescobriu sua cidade natal, na efervescência dos anos 20. Nesse clima escreveu seu primeiro livro de poemas, "Fervor em Buenos Aires", publicado em 1923.

Quando regressou à Argentina em 1921, Borges começou a publicar os seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público.

A partir de 1924, publicou algumas revistas literárias e, com mais dois livros, "Luna de Enfrente" (poesia) e "Inquisiciones" (ensaios), ganhou em 1925 a reputação de chefe da jovem vanguarda de seu país. Nos anos seguintes, ele se transformou num dos mais brilhantes e polêmicos escritores da América Latina.

Inventando um novo tipo de regionalismo, acrescentou uma perspectiva metafísica da realidade, mesmo em temas como o subúrbio portenho ou o tango. Nesta fase escreveu "Cuaderno San Martin" e "Evaristo Carriego". Mas logo se cansou desses temas e começou a especular sobre a narrativa fantástica, a ponto de produzir durante duas décadas, de 1930 a 1950, algumas das mais extraordinárias ficções do século, nos contos de "Historia Universal de la infâmia" (1935); "Ficciones" (1935-1944) e "El Aleph" (1949), entre outras.

Em 1937, Borges foi nomeado diretor da Biblioteca Pública Nacional, o que foi seu primeiro e único emprego oficial. Saiu nove anos depois, indignado com a inclinação fascista que estava tomando a Argentina.

Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires.

Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor Internacional, repartindo o prêmio com o dramaturgo Samuel Beckett. No mesmo ano, recebeu a condecoração da Ordem do Comendador do presidente da Itália, Giovanni Gronchi.

No que se refere ao amor, o caso mais quente do escritor argentino foi com Estela Canto, que depois lançou o livro de memórias "Borges a Contraluz". Ele conta em sua biografia que a pediu em casamento. Moderna e liberada para a época, Estela respondeu: "Eu aceitaria, Georgie, mas não podemos casar sem antes dormir juntos". Borges ficou assustado e desapareceu.

Aos 50 anos, o escritor já havia perdido parcialmente a visão. Com o passar dos anos, quando a cegueira se fez completa, sua mãe, Leonor, passou a cuidar dele, lendo e escrevendo o que ditava.

O reconhecimento literário de Borges se solidificou em 1961 com a conquista do prêmio concedido pelo Congresso Internacional de Editores, que dividiu com Samuel Beckett. Logo receberia também prêmios e títulos por parte dos governos da Itália, França, Inglaterra e Espanha.

Em 1967, Borges casou-se com uma amiga de infância, Elsa Astete. O casamento durou três anos e acabou com Borges fugindo de casa, sem coragem para discutir a separação. Sua mãe, Leonor, morreu em 1975. Seu segundo casamento foi com a sua ex-aluna Maria Kodama que se tornou sua secretária particular em 1981. Kodama era de origem japonesa e tornou-se a herdeira de seus direitos autorais.

Em 1983, Borges publicou no diário "La Nación" de Buenos Aires o relato "Agosto 25, 1983", em que profetizava seu suicídio. Perguntado depois porque não havia se suicidado na data anunciada, respondeu: "Por covardia". Borges afirmava frequentemente o seu ateísmo e falava da solidão como uma espécie de segunda companheira.

O seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente nos Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas.

As suas obras abrangem o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Os seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Os seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas do seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio.

A sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "Boom Latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Para homenagear Borges, em seu romance O Nome da Rosa Umberto Eco criou o personagem Jorge de Burgos, que além da semelhança no nome é cego — assim como Borges foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Borges A Biblioteca de Babel (uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo).

O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse : "Borges, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos"


BIBLIOGRAFIA [topo]

Poesia

Fervor de Buenos Aires, 1923
Luna de enfrente, 1925
Cuaderno San Martín, 1929
Poemas, 1923-1943
El hacedor, 1960
Para las seis cuerdas, 1967
El otro, el mismo, 1969
Elogio de la sombra, 1969
El oro de los tigres, 1972
La rosa profunda, 1975
Obra poética, 1923-1976
La moneda de hierro, 1976
Historia de la noche, 1976
La cifra, 1981
Los conjurados, 1985

Contos

El jardín de senderos que se bifurcan, 1941
Ficciones, 1944
El Aleph, 1949
La muerte y la brújula, 1951
El informe Brodie, 1970
El libro de arena, 1975
La memoria de Shakespeare, 1983

Ensaios

Inquisiciones, 1925
El tamaño de mi esperanza, 1926
El idioma de los argentinos, 1928
Evaristo Carriego, 1930
Discusión, 1932
Historia de la eternidad, 1936
Aspectos de la poesía gauchesca, 1950
Otras inquisiciones, 1952
El congreso, 1971
Libro de sueños, 1976

Não-classificados

Historia universal de la infamia, 1935
El libro de los seres imaginarios, 1968
Qué es el Budismo, 1976
Atlas, 1985

Póstumos

Textos cautivos, 1986
Biblioteca pessoal - no original Biblioteca personal, 1988
Prólogos de La Biblioteca de Babel, 1995
Borges en Sur, 1999
Un ensayo autobiográfico o Autobiografía, 1999
Borges en El Hogar, 2000
Arte poética, 2000
Borges profesor, 2002. Curso de literatura inglesa na Universidade de Buenos Aires.
El aprendizaje del escritor, 2014. Transcrição do seminário sobre escrita que ditou em Columbia, em 1971
Conferencias sobre el tango, 2015

Em colaboração com Adolfo Bioy Casares

Seis problemas para don Isidro Parodi, 1942
Un modelo para la muerte, 1946
Dos fantasías memorables, 1946
Los orilleros, 1955. Roteiro cinematográfico
El paraíso de los creyentes, 1955. Roteiro cinematográfico
Nuevos cuentos de Bustos Domecq, 1977

Com outros autores

Antiguas literaturas germánicas (México, 1951)
El "Martín Fierro"(1953)
Leopoldo Lugones (1955)
La hermana Eloísa (1955)
Manual de zoología fantástica (México, 1957)
Antología de la literatura fantástica (1940)
Obras escogidas (1948) Obras completas (1953)
Nueva antología personal (1968)
Obras completas (1972)
Prólogos (1975)
Obras completas en colaboración (1979)
Textos cautivos (1986), textos publicados en la revista El hogar
Borges en revista multicolor (1995): notas, traducciones y reseñas bibliográficas en el diario Crítica
Hombre de la esquina rosada
Fundación mítica de Buenos Aires
La Biblioteca Total
El puñal


CRONOLOGIA [topo]

• 1899 - Nasce a 24 de agosto, no número 840 da rua Tucumán. São seus pais Jorge Guillermo Borges e Leonor Acevedo Haedo.
• 1901 - A família muda-se para a rua Serrano, 2135, no bairro de Palermo, próximo ao jardim zoológico. Nasce sua única irmã, Norah Borges.
• 1905 - Comunica ao pai sua intenção de ser escritor.
• 1906 - Escreve o primeiro conto, “La visera fatal” e um texto sobre mitologia grega.
• 1908 - O jornal El País publica sua tradução de “The happy prince”, de Oscar Wilde.
• 1914 - Viaja com a família para a Europa, indo residir em Genebra, onde realizará seus estudos. Lê Voltaire, Flaubert, Baudelaire, Chesterton e Carlyle.
• 1918 - Morre sua avó materna. Aprende alemão e lê Schopenhauer.
• 1919 - Viaja para a Espanha, onde conhece Ortega y Gasset, Rafael Cansinos-Asséns, que o põe em contato com o movimento ultraísta, e Guillermo de Torre, que logo casará com sua irmã Norah. Dedica-se ao estudo de latim e árabe. Escreve dois livros que jamais serão publicados: Los ritmos rojos (poemas) e Los naipes del tahur (contos). Traduz alguns poetas expressionistas alemães.
• 1920 - Reside por um ano em Palma de Mallorca, onde conhece o poeta Jacobo Sureda. A revista Grécia, de Sevilha, publica o artigo “Al margen de la moderna estética”, uma de suas primeiras reflexões sobre as novas correntes estéticas. Diz ali, em especial, referindo-se ao Ultraísmo: “Essa floração brusca de metáforas que em muitas obras creacionistas oprime os profanos, justifica-se plenamente e representa o esforço do poeta para expressar a juventude milenária da vida que, como ele, se devora, surge e renasce, em cada segundo.”
• 1921 - A revista Baleares, de Mallorca, publica o “Manifiesto del Ultra”, que assina juntamente com Jacobo Sureda e outros. Retorna a Buenos Aires - a família passa a morar na rua Balmes, 2216 - onde publica, juntamente com um grupo de escritores argentinos, a revista mural Prisma, cujas páginas dá a conhecer o manifesto ultraísta. A revista Ultra, de Madri, publica um breve depoimento seu a que intitula “Anatomía de mi ultra”, onde sublinha algumas de suas intenções estéticas. Escreve carta ao amigo Sureda, em que dá detalhes do projeto - jamais levado a termo - de um texto fantástico a ser escrito em colaboração com Macedonio Fernández e Santiago Dabove, cujo título seria “El hombre que será presidente”.
• 1922 - Adere ao manifesto “Rosa náutica”, proposto pelo movimento vanguardista chileno. Funda a revista Proa, juntamente com Eduardo González Lanuza, Norah Borges e Francisco Piñero, cuja primeira fase durará apenas três números. Confessa-se discípulo de Macedonio Fernández.
• 1923 - Segue uma vez mais com a família para Genebra, em razão de uma operação de cataratas a que se submeterá seu pai. Antes disto deixa pronta a edição de seu primeiro livro: Fervor de Buenos Aires.
• 1924 - Surge a segunda fase de Proa, desta vez dirigida por Borges e Ricardo Güiraldes, e que circulará por quinze edições. Colabora com a revista Martín Fierro, publicação do grupo da rua Florida, assinando também o “Manifiesto de Martín Fierro”, que acabará por gerar um artigo de Roberto Mariani, dando início à conhecida polêmica Boedo-Florida.
• 1925 - Surge sua tradução de um trecho do solilóquio de Molly Bloom (James Joyce), sob o título de “La última hoja de Ulisses”, em Proa # 6. Publica o segundo livro de versos, Luna de enfrente, e o primeiro de ensaios: Inquisiciones, cuja reedição jamais permitirá.
• 1926 - Escreve um dos três prólogos para Indice de la nueva poesía americana - os dois outros estão assinados pelo chileno Vicente Huidobro e o peruano Alberto Hidalgo -, antologia organizada por Hidalgo. Publica uma segunda coletânea de ensaios, Tamaño de mi esperanza, posteriormente renegada.
• 1927 - Em Martín Fierro surge “Noticia policial”, esboço do que logo viria a ser o conto “Hombre de la esquina rosada” - seu segundo esboço, “Hombres pelearan”, obterá, no ano seguinte, o 2° Prêmio Municipal de Prosa. O mesmo conto será posteriormente (1962) adaptado para o cinema por René Mugica. A revista Nosotros publica seu artigo “Página sobre la lírica de hoy”.
• 1928 - O Diário Nacional, de São Paulo, publica seu artigo “Queja de todo criollo”, em tradução de Mário de Andrade. Publica El idioma de los argentinos, reunião de ensaios cuja reedição, exceto do texto homônimo, jamais permitirá.
• 1929 - Publica Cuaderno de San Martín, com o qual obtém o 2° lugar no Concurso Municipal de Literatura.
• 1930 - Conhece Adolfo Bioy Casares. Publica Evaristo Carriego - biografia crítica do grande poeta popular portenho - e alguns outros ensaios, entre eles “Historia del tango”.
• 1931 - Surge a revista Sur, fundada por Victoria Ocampo. Em seu número de estréia colabora com o conto “Al coronel Ascasubi”.
• 1932 - Publica Discusión, que reúne ensaios e crítica literária.
• 1933 - Inicia colaborações com o suplemento semanal do jornal Crítica, assinadas tanto como Borges quanto sob o pseudônimo de Francisco Bustos.
• 1935 - Publica Historia universal de la infamia.
• 1936 - Funda a revista Contratiempo, com Bioy Casares. Publica Historia de la eternidad.
• 1937 - Traduz Orlando, de Virginia Woolf. Publica Antología Clásica de la literatura argentina, em colaboração com Pedro Henríquez Ureña.
• 1938 - Morre seu pai. Emprega-se na Biblioteca Municipal de Buenos Aires. Sofre um grave acidente, golpeando a cabeça contra uma janela, contraindo uma septicemia, que o deixará inconsciente por um mês. No período de convalescença consolida seu entusiasmo pela literatura fantástica. Logo após o acidente, inicia-se o processo de debilitação de sua visão.
• 1939 - A revista Sur publica o conto “Pierre Menard, autor del Quijote”. Surge a primeira tradução de texto seu para o francês: “L’approche du Caché” (“El acercamiento de Almotásim”), assinada por Néstor Ibarra.
• 1940 - A revista Sur publica o conto “Tlön, Uqbar, Orbis tertius”. Redige o prólogo de La invención de Morel, de Bioy Casares, onde traça os fundamentos de sua teoria da narração. Publica Antología de la literatura fantástica, em colaboração com Silvina Ocampo e Bioy Casares.
• 1941 - Traduz William Faulkner (The wild palms) e Henri Michaux (Um bárbaro na Ásia). Publica Antología poética argentina, novamente com os mesmos colaboradores. Publica El jardín de los senderos que se bifurcan.
• 1942 - A edição # 94 de Sur lhe é inteiramente dedicada, onde colaboram os mais importantes escritores argentinos do momento, como forma de desagravo por não lhe haver sido outorgado o Prêmio Municipal de Literatura. Sob o pseudônimo unitário de H. Bustos-Domecq, publica Seis problemas para don Isidro Parodi, escrito juntamente com Bioy Casares.
• 1943 - Traduz Franz Kafka (Metamorfosis y otros relatos). Publica Los mejores cuentos policiales, em colaboração com Bioy Casares.
• 1944 - Publica Ficciones.
• 1945 - Sua irmã é levada presa, ao mesmo tempo em que é decretada a prisão domiciliar de sua mãe, por suas claras posições anti-peronistas. Recebe o Grande Prêmio de Honra da Sociedade Argentina de Escritores. Publica um novo livro como H. Bustos Domecq: Dos fantasías memorables. Com um outro pseudônimo, B. Suárez Lynch, publica Un modelo para la muerte. Ambos são escritos em colaboração com Bioy Casares. Escreve o prólogo de El compadrito, de Silvina Ocampo.
• 1946 - Funda e dirige a revista Anales de Buenos Aires, onde publica contos, ensaios e poemas sob diversos pseudônimos, publicação que durará 23 números. Sua oposição ao governo peronista o leva a perder o emprego de bibliotecário. Passa a dar conferências no Instituto de Cultura Inglesa.
• 1947 - Publica Nueva refutación del tiempo.
• 1948 - A revista Sur publica o conto “Emma Zunz”, posteriormente (1954) utilizado no roteiro do filme Días de odio, dirigido por Leopoldo Torre Nilsson. O mesmo conto suscitará duas outras adaptações: Emma Zunz (1969), dirigida por Alaina Magrou e produzida para a televisão francesa, e Splits (1978), produção estadunidense dirigida por Leandro Katz.
• 1949 - Redige o prólogo de uma edição argentina da Divina comédia. É eleito membro da Academia Goetheana de São Paulo. Publica El Aleph.
• 1950 - É eleito presidente da SADE - Sociedade Argentina de Escritores, posto que ocupará até 1953. Dirige a cadeira de literatura inglesa na Associação Argentina de Cultura Inglesa e no Colégio Livre de Estudos Superiores. Todas as suas atividades são constantemente vigiadas pela polícia peronista.
• 1951 - Surge o primeiro de uma série de livros seus incluídos na coleção La croix du Sud, da editora Gallimard: Fictions, em tradução de Néstor Ibarra. A revista Sur publica o ensaio “Nota sobre (hacia) Bernard Shaw”, escrito por ocasião da morte do dramaturgo irlandês, posteriormente incluído em Otras inquisiciones. Publica La muerte y la brújula e, em colaboração com Delia Ingenieros, Antiguas literaturas germánicas. Surge a segunda série de Los mejores cuentos policiales, em colaboração com Bioy Casares.
• 1952 - Publica Otras inquisiciones.
• 1953 - Redige o prólogo da antologia La poesía gauchesca, em colaboração com Bioy Casares. Publica El Martín Fierro, em colaboração com Margarita Guerrero. Com Betina Edelberg, outra de suas colaboradoras, escreve um libreto para ballet, La imagen perdida, conservado inédito.
• 1954 - Surge o primeiro livro de crítica à sua obra, Borges y la nueva generación, de autoria de Adolfo Prieto.
• 1955 - Com a queda de Perón, o novo governo militar o nomeia diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupará até 1973. Ingressa na Academia Argentina de Letras. Surge a primeira edição de Ficciones na Itália, sob o título La biblioteca di Babele, em tradução de Franco Lucentini. Assina com Luísa Mercedes Levinson La hermana de Heloísa, e com Bioy Casares Los orilleros e El paraíso de los creyentes (roteiros cinematográficos) e Cuentos breves y extraordinarios. Agravam-se os problemas com a visão.
• 1956 - É nomeado professor de literatura inglesa na Universidade de Buenos Aires e recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Cuyo, em Mendoza. Após inúmeras cirurgias sem sucesso, a cegueira o proíbe de ler e escrever, passando então a ser auxiliado por sua mãe e amigos. Publica Leopoldo Lugones, escrito em colaboração com Betina Edelberg.
• 1957 - Recebe o Primeiro Prêmio Nacional de Literatura, referente ao período 1954-1956. Publica Manual de zoología fantástica, em colaboração com Margarita Aguirre.
• 1958 - Há alguns anos sem publicar poesia, surgem poemas em periódicos como Sur, Davar e La Nación.
• 1959 - Surgem traduções de seus livros para diversos idiomas, a exemplo da edição de Luna de enfrente na Indonésia.
• 1960 - Filia-se ao Partido Democrata Conservador. Publica El hacedor e Libro del cielo y del infierno, este último uma antologia em colaboração com Bioy Casares.
• 1961 - Escreve inúmeros prólogos, recusando-se a assiná-los. Recebe o Prêmio Internacional do Congresso de Editores (Formentor), em Palma de Mallorca, juntamente com Samuel Beckett. Por ocasião da visita do presidente Giovanni Gronchi à Argentina, o governo italiano lhe concede o título de Comendador. Convidado pela Universidade do Texas, viaja aos Estados Unidos, pronunciando diversas conferências nesta e em outras universidades estadunidenses.
• 1962 - Retorna dos Estados Unidos, sendo recebido solenemente pela Academia Argentina de Letras, onde Arturo Capdevila o proclama “Grande senhor das letras…, grande senhor da liberdade”. O governo francês, por sugestão de André Malraux, condecora-o como Comendador da Ordem das Letras e das Artes, juntamente com Victoria Ocampo.
• 1963 - Convidado por numerosas instituições, Borges viaja pela Europa, sempre em companhia de sua mãe. Pronuncia conferências em Madri, Paris, Genebra, Londres, Oxford, Cambridge, Edimburgo, onde reencontra velhas amizades juvenis. De retorno a seu país, segue ditando conferências sobre temas diversos, entre elas: “A literatura inglesa nos séculos XIX e XX”, “Sócrates”, “Dante e a Divina Comédia” e “A poesia de Buenos Aires”. Recebe o prêmio principal do Fundo Nacional de Artes.
• 1964 - Viaja para a República Federal Alemã, a convite do Congresso pela Liberdade da Cultura, encontrando-se ali com Guimarães Rosa, Miguel Ángel Asturias e Günter Grass. A convite da UNESCO, viaja para Paris, onde pronuncia a conferência “Shakespeare e nós”, por ocasião de uma homenagem ao poeta inglês. Dali segue para Londres, sendo hóspede de Herbert Head, que o leva a conhecer as espadas dos antigos vikings daneses, expostas em York Minster. Também visita Estocolmo e Copenhague. A revista francesa Cahiers de l’Herne dedica-lhe um número especial. Publica El otro, el mismo.
• 1965 - Escreve, em colaboração com María Esther Vázquez, o ensaio Introducción a la literatura inglesa. Recebe inúmeras condecorações, entre elas a insígnia de Cavaleiro da Distinta Ordem do Império Britânico e a “Ordem del Sol” do governo peruano. Acompanhado por Esther Zemborain de Torres, visita a Colômbia e o Chile, a convite das universidades destes países. Publica Para las seis cuerdas.
• 1966 - Recebe o IX Prêmio Internacional Madonnina, de Milão, e o prêmio principal da Ingram Merril Fundation, de Nova York. Publica Literaturas germánicas medievales, em colaboração com María Esther Vázquez.
• 1967 - Retorna à Inglaterra, para ditar conferências em Cambridge. Publica Crónicas de Bustos Domecq, Introducción a la literatura norteamericana e El libro de los seres imaginarios, respectivamente em colaboração com Bioy Casares, Esther Zemborain de Torres e Margarita Guerrero. Casa-se com Elza Astete Millán.
• 1968 - A revista Norte, de Amsterdã, dedica-lhe um número especial. É designado membro honorário estrangeiro pela Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos.
• 1969 - Baseado em argumento seu e de Bioy Casares, Hugo Santiago dirige o filme Invasión. Integra a trilha sonora deste filme sua “Milonga de Manuel Flores”, musicada por Anibal Troilo. Viaja para Tel Aviv, acompanhado de sua esposa, onde dá conferência. Surge na Itália uma antologia de sua obra, em tradução de Umberto Ciaciolo. Em Nova York estréia o documentário The inner world of Jorge Luis Borges, dirigido por Harold Mantell. A Sociedade Hebraica Argentina, juntamente com grande número de escritores argentinos, rende-lhe homenagem pela passagem de seus 70 anos. A televisão francesa exibe dois documentários a seu respeito, dirigidos por André Campy e José María Berzosa. Viaja para os Estados Unidos, sendo homenageado pela Universidade de Oklahoma e lendo poemas na Universidade de Georgetown. Publica Elogio de la sombra.
• 1970 - Traduz Walt Whitman (Leaves of grass). Recebe, no Brasil, o Prêmio Interamericano de Literatura Matarazzo Sobrinho. O Festival de Veneza mostra dois filmes para televisão baseados em contos seus: Strategia del ragno (A estratégia da aranha) e Emma Zunz, dirigidos respectivamente por Bernardo Bertolucci e Alain Magrou. Em Paris é publicada uma antologia de sua poesia, pela Gallimard. Divorcia-se. Publica El informe de Brodie e An autobiography ensay.
• 1971 - Uma entrevista sua vai ao ar pela televisão italiana. Recebe o Prêmio de Jerusalém. Viaja por diversos países, entre eles Inglaterra, Escócia, Israel e a sonhada Islândia. Em Londres, pronuncia quatro conferências em inglês no Instituto Britânico de Artes Contemporâneas. Publica El congreso.
• 1972 -Viaja para os Estados Unidos, onde a Universidade de Michigan o nomeia Doutor Honoris Causa. O Teatro Estabile de Turim, na Itália, encena o espetáculo O evangelho segundo Borges, montagem de Francisco Enríquez a partir de texto de Domênico Pozio, baseado no conto “El evangelio de San Marcos”, incluído em El informe de Brodie. Publica El oro de los tigres.
• 1973 - Recebe, no México, o Prêmio Alfonso Reyes. Surge o livro George Dear, do artista Hermenegildo Sábat, que inclui inúmeros desenhos de Borges.
• 1974 - Com argumento original seu, de Bioy Casares e Hugo Santiago, este último realiza o filme Les autres, cuja trilha sonora inclui “Soneto de Spinoza”, musicada pelo próprio diretor. Com o retorno do peronismo ao governo argentino, abandona a direção da Biblioteca Nacional e a vida cultural em seu país. Suas declarações sobre o novo regime lhe valem inúmeras ameaças de morte. Começa a escrever um largo ensaio sobre Spinoza. O editor italiano Franco María Ricci publica uma luxuosa edição de El congreso, fartamente ilustrada com miniaturas da cosmologia tantra. Surgem suas Obras Completas, em imenso volume reunindo meio século de criação literária.
• 1975 - A televisão argentina produz o documentário Borges sobre Borges, realizado por Carlos Gdansky Orgambide e Adolfo M. García Videla. Aceita o convite de Franco María Ricci para dirigir, na Itália, uma coleção de literatura fantástica, intitulada La biblioteca de Babel, para a qual prologa os três volumes iniciais: Le morti concentriche, de Jack London, Lo specchio che fugge, de Giovanni Papini, e Storie sgradevolli, de León Bloy. Morre sua mãe. Baseado em argumento seu e de Bioy Casares, Ricardo Luna dirige o filme Los orilleros. Estréia o filme El muerto Cacique Bandeira, dirigido por Héctor Olivera, baseado em um conto homônimo seu. Viaja para os Estados Unidos, acompanhado de María Kodama. Publica El libro de los prólogos, El libro de los sueños, El libro de arena e La rosa profunda, este último em edição ilustrada por Horácio Butler.
• 1976 - Suas obras são traduzidas para o iídiche. É condecorado pelo governo chileno com a Ordem ao Mérito Bernardo O’Higgins. Viaja àquele país para receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Santiago. Encontra-se com o general Pinochet. Ao apoiar o golpe militar que depõe o governo peronista, provoca inúmeras reprovações no meio intelectual europeu. Recebe o prêmio principal do Club de los XIII, em Buenos Aires. Publica Cosmogonías e La moneda de hierro, este último em edição ilustrada por Antonio Berni.
• 1977 - Dita um ciclo de conferências no Teatro Coliseo de Buenos Aires, posteriormente reunidas em livro sob o título de Siete noches. Publica Historia de la noche - poemas ilustrados por Ricardo Supisiche -, Rosa y azul - breve edição que reúne os contos “La rosa de Paracelso” e “Tigres azules” - e Nuevos cuentos de Bustos Domecq, este último em colaboração com Bioy Casares.
• 1978 - A televisão argentina produz o documentário “Borges para millones”, realizado por Ricardo Wullicher e Bernardo Kamin. Viaja para a Suíça e o Egito. Recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Sorbonne.
• 1979 - Participa de homenagem realizada pela UNESCO a Victoria Ocampo, falecida no ano anterior. Recebe condecoração da República Federal Alemã e um prêmio da República de São Domingos. A Secretaria de Cultura do Estado Argentino o homenageia pela passagem de seus 80 anos. Submete-se a algumas pequenas intervenções cirúrgicas. É precário seu estado de saúde.
• 1980 - Surge o filme A intrusa, dirigido pelo cineasta Carlos Hugo Christensen, baseado em seu conto homônimo. Recebe, na Espanha, o Prêmio Cervantes. Publica Siete noches.
• 1981 - Recebe, na Itália, o Prêmio Balzan, de filologia e lingüística, e, no México, o Prêmio Ollin Yolizti. Surge a edição de Lo mejor de Paul Groussac, onde assina o prólogo e a seleção de textos. Publica La cifra.
• 1982 - Viaja a Dublin, onde participa de homenagem a James Joyce. Publica Nueve ensayos dantescos.
• 1983 - Recebe o título de Comendador da Legião de Honra da França e a Cruz de Alfonso X, o Sábio, em Santander. Viaja para os Estados Unidos (Pensilvânia), onde se realiza um simpósio sobre sua poesia. Com a queda do regime militar e a conseqüente ascensão ao governo da democracia proposta por Raul Alfonsín, revê suas posições políticas e o apoia exultante.
• 1984 - Tem início a série extensa de diálogos (de março deste ano a setembro do seguinte) com Osvaldo Ferrari, gravados para a Radio Municipal de Buenos Aires, que resultariam na publicação de três volumes: Borges en diálogo (1985), Libro de diálogos (1986) e Diálogos últimos (1987). Viaja para o Brasil, sempre acompanhado de María Kodama, a convite da USP e da Folha de São Paulo.
• 1985 - Desenganado pelos médicos, em função de um câncer no fígado, torna María Kodama sua única herdeira e elege Genebra local de sua morte. Muda-se então para a Suíça, dizendo a todos tratar-se de uma longa viagem. Publica Los conjurados.
• 1986 - Casa-se com María Kodama. Com ela, inicia estudos de japonês e islandês, além de lhe ditar o roteiro de um filme sobre Veneza. Morre na manhã de 14 de junho, ao lado apenas de sua esposa e do amigo Hugo Bianciotti. É enterrado no cemitério de Saint Georges, em Genebra. (Fonte: Templo Cultural Delphos)


PRÊMIOS [topo]

Prêmio Jerusalém, 1971
Prêmio Cervantes, 1979
Prêmio Mundial Cino Del Duca, 1980
Prêmio Balzan, 1980
National Book Critics Circle Award, 1999


SOBRE O AUTOR [topo]

O escritor argentino Jorge Luís Borges, morto em 1986, é considerado um dos maiores escritores da Língua Espanhola moderna. O seu sucesso deu-se de maneira tardia, somente quando passou a ser admirado e incensado na França, entre outros pelo filósofo Michel Foucault, é que alcançou a consagração mundial. Por sua condição de escritor e poeta extraordinário, e por ser cego, deram para chamá-lo de Homero do Prata

Jorge Luis Borges nasceu numa família burguesa e instruída. A mãe de Borges, Leonor Acevedo Suárez, veio de uma família tradicional uruguaia. O seu livro de 1929 Cuaderno San Martín incluiu um poema, "Isidoro Acevedo", em homenagem ao seu avô materno, Isidoro de Acevedo Laprida, um soldado do exército de Buenos Aires que se opunha contra o ditador Juan Manuel de Rosas. Um descendente do advogado e político argentino Francisco Narciso de Laprida, Acevedo lutou nas batalhas de Cepeda em 1859, Pavón em 1861 e Los Corrales em 1880. Isidoro de Acevedo Laprida morreu de congestão pulmonar na casa onde o seu neto Jorge Luis Borges nasceu.

Segundo um estudo realizado por Antonio Andrade, Jorge Luis Borges tem ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal, em 1770, e vivido na localidade de Torre de Moncorvo, situada no Norte de Portugal, antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.

Borges foi um ávido leitor de enciclopédias. Numa memorável palestra sobre O Livro em 1978, Borges comenta a felicidade que teve ao ganhar a enciclopédia alemã Enzyklopadie Brockhaus, edição de 1966. Lamenta, também, não poder ver as letras góticas nem os mapas e ilustrações, entretanto sente uma relação amistosa com os livros. A sua enciclopédia preferida era a IX edição da Britânica, como disse numa das inúmeras entrevistas que deu.

As suas obras destacam-se por abordar temáticas como a filosofia (e seus desdobramentos matemáticos), metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os "delírios do racional" (Bioy Casares), expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos. Ao mesmo tempo, Borges também abordou a cultura dos Pampas argentinos, em contos como “O morto”, "Homem da esquina rosada" e "O sul". Também lida com campanhas militares históricas, como a guerra argentina contra os índios durante a presidência, entre outros, do escritor Domingo Faustino Sarmiento; trata-as, porém, como pano de fundo para criações fictícias, como em História do Guerreiro e da Cativa. E rende homenagem à literatura progressiva do seu país em contos em que se apropria do mitológico Martín Fierro: Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874) e "O fim".

Entre os seus contos mais conhecidos e comentados podemos citar ”A Biblioteca de Babel”, “O Jardim de Veredas que se Bifurcam”, "Pierre Menard, Autor do Quixote" (para muitos a pedra angular de sua literatura) e “Funes, o Memorioso”, todos do livro Ficções (1944) - além de "O Zahir", "A escrita do Deus" e O Aleph (que dá seu nome ao livro de que consta, publicado em 1949). A partir da década de 50, afetado pela progressiva cegueira, Borges passou a dedicar-se à poesia, produzindo obras notáveis como "A cifra" (1981), "Atlas" (um esboço de geografia fantástica, 1984) e "Os conjurados" (1985), a sua última obra. Também produziu prosa ("Outras inquisições", ensaios, 1952; "O livro de areia", contos, 1975), notando-se o claro influxo da cegueira.

O conto "Tlön, Uqbar, Orbis Tertius" trata justamente de uma enciclopédia forjada por uma sociedade secreta ao longo de gerações, que visa inventar (como lembra o próprio Borges, "inventar" e "descobrir" são sinônimos em latim) que todo um planeta imaginário, com os seus idiomas, a sua física, a sua política, as suas ciências e as suas culturas. No fim do conto, sendo "acidentalmente" descoberta essa enciclopédia, Tlön (o planeta imaginário) passa a dominar, paulatinamente, todos os interesses terrenos…

Em 1943, publicou uma das suas mais importantes obras: “O Aleph”, considerado pelo crítico Harold Bloom, como uma das maiores obras literárias do ocidente. Na obra, Borges sugere imagens e espelhos onde o real confundia-se com a realidade.

Com a chegada de Juan Domingo Perón, à presidência da Argentina, Luís Borges foi demitido da Biblioteca Nacional em 1946, sendo obrigado a sustentar-se com ajuda de amigos, que o indicaram para conferências e palestras.

Acometido por problemas nos olhos, foi aos poucos perdendo a visão. Quando estava totalmente cego contou com a ajuda de sua mãe para escrever seus livros. A doença fez com que vivesse em reclusão durante boa parte do fim de sua vida.

Como reconhecimento por seu trabalho, Borges recebeu inúmeros prêmios, entre eles, o Prêmio do Congresso Internacional de Editores, além de prêmios do governo da Itália, da França, da Inglaterra e da Espanha. Luís Borges casou-se aos 86 anos com sua secretária Maria Kodama.

"Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção".

Morre na manhã de 14 de junho, ao lado apenas de sua esposa e do amigo Hugo Bianciotti. É enterrado no cemitério de Saint Georges, em Genebra.

 

FONTES:
Wikipédia
Uol Educação

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