Nasceu: 04/01/1839 - Barra de São João, RJ
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"Assim, as minhas – Primaveras – não passam de um ramalhete das flores próprias da estação, – flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do outono. " O poeta da saudade e da ternura, o mais recitado de todos os tempos. Em As Primaveras depositou todas as suas angústias e paixões, a saudade da terra amada durante a permanência na Europa, lutando contra um destino adverso, pois o pai queria vê-lo no comércio, quando a alma do jovem se voltava para a literatura. Da segunda geração romântica brasileira, Casimiro de Abreu cultivava um lirismo de expressão simples e ingênua. Seus temas dominantes foram o amor e a saudade. Embora criticado por deslizes de linguagem e falta de embasamento filosófico, Casimiro de Abreu é admirado, justamente, pela simplicidade. Alguns versos acabaram se incorporando à linguagem corrente como, por exemplo, simpatia é quase amor, hoje nome de um famoso bloco do carnaval carioca. Casimiro se caracterizou pela sensibilidade quase infantil, pela meiguice, pelo amor ingênuo, a saudade, o gosto pela natureza, as recordações infantis e os devaneios adolescentes. Foi um poeta de emoções simples, tímido, mas sem pessimismo doentio. “Vivo muito triste e padeço mesmo um pouco do físico; a minha saúde vai-se estragando e eu desconfio que o canastro não dura muito tempo. Adeus; estima-me sempre e lamenta. o teu velho amigo. |