CASIMIRO DE ABREU
(Casimiro José Marques de Abreu)

Nasceu: 04/01/1839 - Barra de São João, RJ
Faleceu: 18/10/1860 - Nova Friburgo, RJ
Mov. Literário: Romantismo (Segunda Geração)

 

"Assim, as minhas – Primaveras – não passam de um ramalhete das flores próprias da estação, – flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do outono. "

O poeta da saudade e da ternura, o mais recitado de todos os tempos. Em As Primaveras depositou todas as suas angústias e paixões, a saudade da terra amada durante a permanência na Europa, lutando contra um destino adverso, pois o pai queria vê-lo no comércio, quando a alma do jovem se voltava para a literatura.

Da segunda geração romântica brasileira, Casimiro de Abreu cultivava um lirismo de expressão simples e ingênua. Seus temas dominantes foram o amor e a saudade. Embora criticado por deslizes de linguagem e falta de embasamento filosófico, Casimiro de Abreu é admirado, justamente, pela simplicidade. Alguns versos acabaram se incorporando à linguagem corrente como, por exemplo, simpatia é quase amor, hoje nome de um famoso bloco do carnaval carioca.

Casimiro se caracterizou pela sensibilidade quase infantil, pela meiguice, pelo amor ingênuo, a saudade, o gosto pela natureza, as recordações infantis e os devaneios adolescentes. Foi um poeta de emoções simples, tímido, mas sem pessimismo doentio.
Era um misto de saudade e tristeza, bem brasileiro. Viveu a poesia. Das suas relações familiares distingue-se duas fases: uma da infância, que viveu ao lado da mãe na Fazenda da Prata, no aconchego de uma casa "sertaneja" e outra do seu convívio com o pai, quando foi para o colégio, depois para o Rio de Janeiro, seguindo de lá para Portugal. A separação dos pais o leva a um estado de desgosto e melancolia. Com o pai manteve relações conflitantes. O seu afastamento da mãe e do Brasil explica em muito o sentido de sua poesia. É pequena a obra poética de Casimiro de Abreu. Porém, deixou-nos de forma marcante, a poesia da saudade.

“Vivo muito triste e padeço mesmo um pouco do físico; a minha saúde vai-se estragando e eu desconfio que o canastro não dura muito tempo. Adeus; estima-me sempre e lamenta.

o teu velho amigo.
Casimiro”...