GEIR CAMPOS
(Geir Nuffer Campos)

Poeta, escritor, jornalista e tradutor
Nasceu: 28/02/1924
São José do Calçado, ES
Faleceu: 08/05/1999 em Niterói, RJ

Geir Campos não foi apenas um artesão da palavra e um operário do canto. Além de autor de uma obra literária que certamente permanecerá, esteve presente em todas as frentes de ação pelo fortalecimento do livro como um veículo privilegiado para tocar a sensibilidade do ser humano e para alcançar a transformação da sociedade brasileira.

Geir Campos é considerado um dos mais importantes representantes da Geração de 45, movimento da poesia brasileira em que predominavam o rigor formal e o intelectualismo, que teve como articuladores, além do próprio Geir, poetas como Péricles Eugênio da Silva Ramos e Domingos Carvalho da Silva. Antônio Cândido considera Geir Campos um dos mais significativos e atuantes da Geração de 45. Alfredo Bosi o coloca como "um dos virtuoses de sua geração" e Manuel Bandeira o considera o Guilherme Almeida da Geração de 45. Antônio Houaiss o universaliza, quando diz que "vivendo os vaivéns de nosso tempo, a obra de Geir Campos vem também apresentando facetas várias - mas sempre com uma garra de tão honesta prospecção poética, que rotulá-la sob uma rubrica qualquer seria reduzi-la a uma imobilidade que lhe é a face oposta."

Como jornalista, colaborou nos jornais Diário Carioca, Correio da Manhã, Última Hora, O Estado, Diário de Notícias, Para Todos, Letras Fluminenses, Jornal de Letras e A Ordem, de São José do Calçado.

Apresentou por mais de 20 anos na Rádio MEC o programa Poesia Viva. Entre 1961 e 1962, foi diretor da Biblioteca Pública Estadual de Niterói, transformada por ele em um centro cultural.

Como letrista, compôs, com Neusa França, autora da música, a letra do hino oficial de Brasília.

Tradutor, Geir Campos traduziu livros de Kafka, Rilke, Daniel Defoe, Bertold Brecht, Shakespeare, Hesse, Walt Whitman, entre outros.

Entre os prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Olavo Bilac, da Prefeitura do Distrito Federal, pelo livro Canto claro & poemas anteriores e menção honrosa no Prêmio Monteiro Lobato, da ABL, pelo ensaio "Carta aos livreiros do Brasil".

“Com Operário do Canto, Geir Campos volta a mover a poesia social, para demonstrar que a preocupação social não perturba a tessitura lírica”.
(Adonias Filho)

“A poesia de Geir Campos tem circulação, ousadia e canto. Ninguém pode equivocar-se: aproximando o ouvido, sentimo-la como um rumor de cristal errante, sentido e som da poesia verdadeira.”
(Pablo Neruda)

"A poesia de Geir Campos é de uma clareza tal que se destaca, no período de sua vida, como das coisas mais sérias que a literatura brasileira teve. Suas palavras são as de todo dia, seu ritmo escorre com facilidade, seu significado fica na memória."
(Antonio Olinto)