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NOTÍCIAS SOBRE O POETA
 
RÁDIO DO POETA
 
:: POESIAS ::
 
A CANÇÃO DESESPERADA
A EMOÇÃO FUGITIVA
A NOITE NA ILHA
AMOR
GRITA
POEMA 01 - CORPO DE MULHER
POEMA 02 - EM SUA CHAMA MORTAL
POEMA 03 - AH VASTIDÃO DE PINHEIROS, RUMOR DAS ONDAS QUEBRANDO
POEMA 04 - EIS QUE MANHÃ CHEGA DE TEMPESTADE
POEMA 05 - PARA QUE TU ME OUÇAS
POEMA 06 - TE RECORDO COMO ERAS NO ÚLTIMO OUTONO
POEMA 07 - INCLINADO NAS TARDES LANÇO AS MINHAS TRISTES REDES
POEMA 08 - ABELHA BRANCA ZUMBES, ÉBRIA DE MEL, NA MINHA ALMA
POEMA 09 - ÉBRIO DE TEREBENTINA E LONGOS BEIJOS
POEMA 10 - TEMOS PERDIDO TAMBÉM ESTE CREPÚSCULO
POEMA 11 - QUASE FORA DO CÉU FUNDEIA ENTRE DOIS MONTES
POEMA 12 - PARA MEU CORAÇÃO BASTA-ME TEU PEITO
POEMA 13 - HEI QUE FUI MARCANDO COM CRUZES DE FOGO
POEMA 14 - BRINCAS TODOS OS DIAS COM A LUZ DO UNIVERSO
POEMA 15 - GOSTO QUANDO CALAS
POEMA 16 - EM MEU CÉU O CREPÚSCULO É COMO UMA NUVEM
POEMA 17 - PENSANDO, ENREDANDO SOMBRAS NESTA PROFUNDA SOLIDÃO
POEMA 18 - AQUI TE AMO
POEMA 19 - FILHA MORENA E ÁGIL, O SOL QUE NASCE DAS FRUTAS
POEMA 20 - POSSO ESCREVER OS VERSOS MAIS TRISTES ESTA NOITE
A VULGAR QUE PASSOU
AMIGO
NÃO ME SINTO MUDAR
O PAI
O RELÓGIO CAÍDO DO MAR
O VENTO NA ILHA
ODE À POESIA
POEMA I [MULHER QUERO QUE SEJAS COMO ÉS]
SAUDADE
TÉDIO
TEU RISO
 
:: SONETOS ::
 
ILUSÃO PERDIDA
I - MATILDE, NOME DE PLANTA OU PEDRA OU VINHO
II - AMOR, QUANTOS CAMINHOS ATÉ CHEGAR A UM BEIJO
III - ÁSPERO AMOR, VIOLETA COROADA DE ESPINHOS
IV - RECORDARÁS AQUELA QUEBRADA CAPRICHOSA
V - NÃO TE TOQUE A NOITE NEM O AR NEM A AURORA
VI - NOS BOSQUES, PERDIDO, CORTEI UM RAMO ESCURO
VII - "VIRáS COMIGO", DISSE, SEM QUE NINGUéM SOUBESSE
VIII - SE NÃO FOSSE PORQUE TÊM COR-DE-LUA TEUS OLHOS
IX - AO GOLPE DA ONDA CONTRA A PEDRA INDÓCIL
X - SUAVE É A BELA COMO SE MÚSICA E MADEIRA
XI - TENHO FOME DE TUA BOCA, DE TUA VOZ, DE TEU PÊLO
XII - PLENA MULHER, MAÇÃ CARNAL, LUA QUENTE
XIII - A LUZ QUE DE TEUS PÉS SOBE A TUA CABELEIRA
XIV - ME FALTA TEMPO PARA CELEBRAR TEUS CABELOS
XV - DE HÁ MUITO TEMPO A TERRA TE CONHECE
XVI - AMO O PEDAÇO DE TERRA QUE TU ÉS
XVII - NÃO TE AMO COMO SE FOSSES ROSA DE SAL, TOPÁZIO
XVIII - PELAS MONTANHAS VAIS COMO VEM A BRISA
XIX - ENQUANTO A MAGNA ESPUMA DE ILHA NEGRA
XX - MINHA FEIA, ÉS UMA CASTANHA DESPENTEADA
XXI - OH QUE TODO O AMOR PROPAGUE EM MIM SUA BOCA
XXII - QUANTAS VEZES, AMOR, TE AMEI SEM VER-TE E TALVEZ SEM LEMBRANÇA
XXIII - FOI LUZ O FOGO E PÃO A LUA RANCOROSA
XXIV - AMOR, AMOR, AS NUVENS À TORRE DO CÉU
XXV - ANTES DE AMAR-TE, AMOR, NADA ERA MEU
XXVI - NEM A COR DAS DUNAS TERRÍVEIS EM IQUIQUE
XXVII - NUA ÉS TÃO SIMPLES COMO UMA DE TUAS MÃOS
XXVIII - AMOR, DE GRÃO A GRÃO, DE PLANETA A PLANETA
XXIX - VENS DA POBREZA DAS CASAS DO SUL
XXX - TENS DO ARQUIPÉLAGO AS FIBRAS DO ALERCE
XXXI - COM LOUREIROS DO SUL E ORÉGÃO DE LOTA
XXXII - A CASA NA MANHÃ COM A VERDADE REVOLTA
XXXIII - AMOR, AGORA NOS VAMOS À CASA
XXXIV - ÉS FILHA DO MAR E PRIMA DO ORÉGÃO
XXXV - TUA MÃO FOI VOANDO DE MEUS OLHOS AO DIA
XXXVI - CORAÇÃO MEU, RAINHA DO AIPO E DA ARTESA
XXXVII - OH AMOR, OH RAIO LOUCO E AMEAÇA PURPÚREA
XXXVIII - TUA CASA RESSOA COMO UM TREM AO MEIO-DIA
XXXIX - MAS ESQUECI QUE TUAS MÃOS SATISFAZIAM
XL - ERA VERDE O SILÊNCIO, MOLHADA ERA A LUZ
XLI - DESVENTURAS DO MÊS DE JANEIRO QUANDO O INDIFERENTE
XLII - RADIANTES DIAS BALANÇADOS PELA ÁGUA MARINHA
XLIII - UM SINAL TEU BUSCO EM TODAS AS OUTRAS
XLIV - SABERÁS QUE NÃO TE AMO E QUE TE AMO
XLV - NÃO ESTEJAS LONGE DE MIM UM SÓ DIA, PORQUE COMO
XLVI - DAS ESTRELAS QUE ADMIREI, MOLHADAS
XLVII - DETRÁS DE MIM NO RAMO QUERO VER-TE
XLVIII - DOIS AMANTES DITOSOS FAZEM UM SÓ PÃO
XLIX - É HOJE: TODO O ONTEM FOI CAINDO
L - COTAPOS DISSE QUE TEU RISO TOMBA
LI - TEU RISO PERTENCE A UMA ÁRVORE ENTREABERTA
LII - CANTAS E A SOL E A CÉU COM TEU CANTO
LIII - AQUI ESTÁ O PÃO, O VINHO, A MESA, A MORADA
LIV - ESPLÊNDIDA RAZÃO, DEMÔNIO CLARO
LV - ESPINHOS, VIDROS ROTOS, ENFERMIDADES, PRANTO
LVI - ACOSTUMA-TE A VER DETRÁS DE MIM A SOMBRA
LVII - MENTEM OS QUE DISSERAM QUE EU PERDI A LUA
LVIII - ENTRE OS ESPADÕES DE FERRO LITERÁRIO
LIX - POBRES POETAS A QUEM A VIDA E A MORTE
LX - A TI FERE AQUELE QUE QUIS FAZER-ME DANO
LXI - TROUXE O AMOR SUA CAUDA DE DORES
LXII - AI DE MIM, AI DE NÓS, BEM-AMADA
LXIII - NÃO SÓ PELAS TERRAS DESERTAS ONDE A PEDRA SALINA
LXIV - DE TANTO AMOR MINHA VIDA SE TINGIU DE VIOLETA
LXV - MATILDE, ONDE ESTÁS? NOTEI, PARA BAIXO
LXVI - NÃO TE QUERO SENÃO PORQUE TE QUERO
LXVII - A GRANDE CHUVA DO SUL CAI SOBRE ILHA NEGRA
LXVIII - A MENINA DE MADEIRA NÃO CHEGOU CAMINHANDO
LXIX - TALVEZ NÃO SER É SER SEM QUE TU SEJAS
LXX - TALVEZ FERIDO VOU SEM IR SANGRENTO
LXXI - DE PENA EM PENA CRUZA SUAS ILHAS O AMOR
LXXII - AMOR MEU, O INVERNO REGRESSA A SEUS QUARTÉIS
LXXIII - RECORDARÁS TALVEZ AQUELE HOMEM AFILADO
LXXIV - O CAMINHO MOLHADO PELA ÁGUA DE AGOSTO
LXXV - ESTA É A CASA, O MAR E A BANDEIRA
LXXVI - DIEGO RIVERA COM A PACIÊNCIA DO OSSO
LXXVII - É HOJE COM O PESO DE TODO O TEMPO IDO
LXXVIII - NÃO TENHO NUNCA MAIS, NÃO TENHO SEMPRE
LXXIX - DE NOITE, AMADA, AMARRA TEU CORAÇÃO AO MEU
LXXX - DE VIAGENS E DORES EU REGRESSEI, AMOR MEU
LXXXI - JÁ ÉS MINHA. REPOUSA COM TEU SONHO EM MEU SONHO
LXXXII - AMOR MEU, AO FECHAR ESTA PORTA NOTURNA
LXXXIII - É BOM, AMOR, SENTIR-TE PERTO DE MIM NA NOITE
LXXXIV - UMA VEZ MAIS, AMOR, A REDE DO DIA EXTINGUE
LXXXV - DO MAR PARA AS RUAS CORRE A VAGA NÉVOA
LXXXVI - OH CRUZ DO SUL, OH TREVO DE FÓSFORO FRAGRANTE
LXXXVII - AS TRÊS AVES DO MAR, TRÊS RAIOS, TRÊS TESOURAS
LXXXVIII - O MÊS DE MARÇO VOLTA COM SUA LUZ ESCONDIDA
LXXXIX - QUANDO EU MORRER QUERO TUAS MÃOS EM MEUS OLHOS
XC - PENSEI MORRER, SENTI DE PERTO O FRIO
XCI - A IDADE NOS COBRE COMO A GAROA
XCII - AMOR MEU, SE MORRO E TU NÃO MORRES
XCIII - SE ALGUMA VEZ TEU PEITO SE DETÉM
XCIV - SE MORRO SOBREVIVE-ME COM TANTA FORÇA PURA
XCV - OS QUE SE AMARAM COMO NÓS? BUSQUEMOS
XCVI - PENSO, ESTA ÉPOCA EM QUE TU ME AMASTE
XCVII - HÁ QUE VOAR NESTE TEMPO, AONDE?
XCVIII - E ESTA PALAVRA, ESTE PAPEL ESCRITO
XCIX - OUTROS DIAS VIRÃO, SERÁ ENTENDIDO
C - NO MEIO DA TERRA AFASTAREI
VELHO CEGO, CHORAVAS
 
:: PREFÁCIO/PRÓLOGO/DEDICATÓRIA ::
 
A MATILDE URRUTIA
XVII - NÃO TE AMO COMO SE FOSSES ROSA DE SAL, TOPÁZIO

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.



© PABLO NERUDA
In Cem Sonetos de Amor, 1959

ORIGINAL

No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.

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Comentários (1)

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naide Gouveia · 11/08/2016, às 12h41

Um poema lírico profundo e capaz de incentivar decisões...NG

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