INÍCIO | POESIAS | POETAS | MÚSICOS | RÁDIO | VÍDEOS | LIVROS | RECENTES | CARTÕES | E-BOOKS | MURAL | FÓRUM | BLOGS | AGENDA | INSCRIÇÃO | CONTATO
 
 
SONETOS DE AMOR - XXVII

Nua és tão simples como uma de tuas mãos,
lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente,
tens linhas de lua, caminhos de maçã,
nua és magra como o trigo nu.

Nua és azul como a noite em Cuba,
tens trepadeiras e estrelas no pêlo,
nua és enorme e amarela
como o verão numa igreja de ouro.

Nua és pequena como uma de tuas unhas,
curva, sutil, rosada até que nasça o dia
e te metes no subterrâneo do mundo

como num longo túnel de trajes e trabalhos:
tua claridade se apaga, se veste, se desfolha
e outra vez volta a ser uma mão nua.

© PABLO NERUDA
In Cem Sonetos de Amor, 1959

ORIGINAL

Desnuda eres tan simple como una de tus manos,
lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente,
tienes líneas de luna, caminos de manzana,
desnuda eres delgada como el trigo desnudo.

Desnuda eres azul como la noche en Cuba,
tienes enredaderas y estrellas en el pelo,
desnuda eres enorme y amarilla
como el verano en una iglesia de oro.

Desnuda eres pequeña como una de tus uñas,
curva, sutil, rosada hasta que nace el día
y te metes en el subterráneo del mundo

como en un largo túnel de trajes y trabajos:
tu claridad se apaga, se viste, se deshoja
y otra vez vuelve a ser una mano desnuda.

Fonte(s) do(s) áudio(s):

Declamador: Anderson Christofoletti
Arquivo de áudio gentilmente cedido à Voz da Poesia
© Todos os direitos reservados

Número de visualizações em 2017: 634
Número de curtidas: 128
 
Compartilhar via Facebook Compartilhar via Twitter Compartilhar via Google+

Comentários

Não há comentários postados até o momento. Seja o primeiro!

Postar um novo comentário

CADASTRAR-SE NO QUADRO DE AVISOS | POR ONDE A VOZ ECOA | ÁREA ADMINISTRATIVA DOS POETAS | ENVIAR AVISO (SOMENTE ADMINISTRADORES)
FacebookOrkutTwitterGPlusYoutubeMyspaceDhittPaltalkRSS
 
Copyright 2001 - 2013 - A Voz da Poesia Falando ao Coração - Design GamaBrasil