O ESTRANGEIRO...

... que a gente encontra, às vezes, no fundo de um espelho.

Quem és tu? - Se eu soubesse, não diria.
De ondes vens? - De um país que não tem nome.
Quando chegaste? - Certa noite... um dia...
Sozinho? - Minha sombra acompanhou-me.
Que trazes? - A esperança de um "jamais".
Vieste? - Lembrar ou esquecer aqui.
Lembrar o quê? - Já não me lembro mais.
Vieste esquecer o quê? - Já me esqueci.


© Guilherme de Almeida
Áudio por Jograis de São Paulo

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Comentários (2)

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Maria da Paz · 09/04/2013, às 17h28

Lindo, é minha cara.
Li esse poema pela primeira vez em um livro de Português do Ensino Fundamental. Pra mim, è marcante e reflexivo.

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