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O CIÚME

Minha melhor lembrança é esse instante no qual,
pela primeira vez, me entrou pela retina
tua silhueta provocante e fina
como um punhal.
Depois, passaste a ser unicamente aquela
que a gente se habitua a achar apenas bela
e que é quase banal.

E agora que te tenho em minhas mãos, e sei
que os teus nervos se enfeixam todos em meus dedos
e os teus sentidos são cinco brinquedos
com que brinquei;
agora que não mais me és inédita; agora
que compreendo que, tal como eu te vira outrora,
nunca mais te verei;

agora que, de ti, por muito que me dês,
já não me podes dar a impressão que me deste,
a primeira impressão que me fizeste;
— louco, talvez,
tenho ciúmes de quem não te conhece ainda
e, cedo ou tarde, te verá, pálida e linda,
pela primeira vez!


© GUILHERME DE ALMEIDA
In Poemas escolhidos, 1931

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Comentários (3)

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cláudia · 08/06/2013, às 02h40

Essa poesia é, simplismente belissima...

acho q este texto esteve no meu vestibular em dezembro de 1997 na uece. hoje lembrei do significado que tive dele... digitei algumas palavras do google e aqui estou.. encontrei... gostei dele antes e agora. e entendo o q diz...
oi claudia.. gostamos do mesmo texto...

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