CANTIGA DE CLARIDÃO

Camponês, plantas o grão
no escuro – e nasce um clarão.
Quero chamar-te de irmão.

De noite, comendo o pão,
sinto o gosto dessa aurora
que te desponta da mão.

Fazes de sombras um facho
de luz para a multidão.
És um claro companheiro,
mas vives na escuridão.
Quero chamar-te de irmão.

E enquanto não chega o dia
em que o chão se abra em reinado
de trabalho e de alegria,
cantando juntos, ergamos
a arma do amor em ação.

A rosa já se fez flama
no gume do coração.

Camponês, plantas o grão
no escuro – e nasce um clarão.
Quero chamar-te de irmão.

Um dia vais ser o dono
do verde do nosso chão:
nunca vi verde tão verde
como o do teu coração.

© THIAGO DE MELLO
In Faz escuro mas eu canto, 1965

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Comentários (15)

meu professor ja deu esse assuto maravilhoso de thiago de millo gostei muito belo artista!!!!
tambem gostei muto belo poema' ADOGO
também achei file
HA LELEK ADOREI
Resposta da interpretação de texto
muito show
o que significa "nunca vi verde tao verde
vc e louca ne
muito foda "_"
bem loko
imporgante
leitee
leitee

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