INÍCIO | POESIAS | POETAS | MÚSICOS | RÁDIO | VÍDEOS | LIVROS | NOTÍCIAS | RECENTES | CARTÕES | E-BOOKS | MURAL | FÓRUM | BLOGS | AGENDA | CONTATO
 
 
VOLTAR
 
 
:: POESIAS ::
 
A APRENDIZAGEM AMARGA
A BOCA DA NOITE
A FRUTA ABERTA
A HORTÊNSIA
A JANELA ENCANTADA
A MAGIA
A PALAVRA DESCONFIA
A VIDA VERDADEIRA
ÁGUA DE REMANSO
AINDA NÃO É O FIM
ALMA E AMOR
AMOR MAIS QUE IMPERFEITO
AMOR? CUIDADO!
APRENDIZAGEM NO VENTO
ARABESCO
ARTE DE AMAR
ARTESÃO NO SERENO
AS BOCAS DAS PALAVRAS
AS ENSINANÇAS DA DÚVIDA
AS TALAS E OS VERSOS
BARCOS E VENTOS
BOTÃO DE ROSA
BREVE SERÁ DEZEMBRO
CANÇÃO DO AMOR ARMADO
CANÇÃO PARA OS FONEMAS DA ALEGRIA
CANTIGA DE CLARIDÃO
CANTIGA PEQUENINA
CANTIGA QUASE DE RODA
CANTO DE COMPANHEIRO EM TEMPO DE CUIDADOS
CIDADANIA
COMO UM RIO
CONFIDÊNCIA PARA SER GRAVADA NA LÂMINA DA ÁGUA
DA ETERNIDADE
DESDENHO DO PRIVILÉGIO
DIÁRIO DE UM BRASILEIRO
DONA MARIA
É NATURAL, MAS FEDE
É NOS PORÕES
É PRECISO FAZER ALGUMA COISA
EPITÁFIO
ESTRELA DE ESMERALDA E REBELDIA
FAZ ESCURO MAS EU CANTO
FAZ MORMAÇO NA FLORESTA
FELIZ, INSUPORTAVELMENTE
FIM DE MUNDO
FIO DE VIDA
FULGOR DE SONHO
INICIAÇÃO DO PRISIONEIRO
JÁ BASTA
JÁ FAZ TEMPO QUE ESCOLHI
JANELA DO AMOR IMPERFEITO
JANELA DO AMOR IMPERFEITO
JESUS COMIGO
JOAN MIRÓ
LEÃO
LIÇÃO DE ESCURIDÃO
MADRUGADA CAMPONESA
MADRUGADA DE PRIMAVERA
MEMÓRIA DA ESPERANÇA
MONÓLOGO DO ÍNDIO
MORMAÇO DE PRIMAVERA
NA MANHÃ DO MILÊNIO
NÃO APRENDO A LIÇÃO
NÃO APRENDO A LIÇÃO
NÃO FUI PROFETIZADO
NÃO SOMOS MELHORES
NARCISO CEGO
NINGUÉM ME HABITA
NOTÍCIA DA MANHÃ
NUM CAMPO DE MARGARIDAS
O ALFANGE DO TEMPO
O ANIMAL DA FLORESTA
O BARQUEIRO
O CAJUEIRO ENSINADO
O CORAÇÃO LATINO-AMERICANO
O MURO INVISÍVEL
O OFÍCIO DE ESCREVER
O PÃO DE CADA DIA
O POEMA E O PAPAGAIO
O QUE ME ESPANTOU
O RASTRO INDELÉVEL
O SABER ESCASSO
O SILÊNCIO DA FLORESTA
O SONHO DA ARGILA
O TEMPO DENTRO DO ESPELHO
O TESTEMUNHO
O VENTO E A CANOA
OS ASTROS ÍNTIMOS
OS BARCOS
OS ESTATUTOS DO HOMEM
OS FUNDAMENTOS
OS MILAGRES DA LUZ
PALAVRA PERTO DO PEITO
PARA OS QUE VIRÃO
PARA REPARTIR COM TODOS
POEMA DA PRAÇA DESTERRADA
POEMA DE NATAL, QUASE DE AMOR
POEMA DE QUARTO CENTENÁRIO
POEMA PERTO DO FIM
QUANDO A VERDADE FOR FLAMA
QUEM É QUEM
RECADO DE COMPANHEIRO
ROMANCE DE SALATIEL
RUMO
SAGRADA ALEGRIA
SAUDADE DE DEUS
SILÊNCIO E PALAVRA
SÓ SEI CANTAR
SOLILÓQUIO AO PÉ DO BERÇO
SOMA DE MALOGROS NOVES FORA TUDO
SONHO DOMADO
SUGESTÃO
TEMO POR MEUS OLHOS
TERCETOS DE AMOR
TOADA DE TERNURA
TUDO É DANÇA
UM MENINO CHEGA AO MUNDO
VOLTO ARMADO DE AMOR
MADRUGADA CAMPONESA

Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite
a manhã já vai chegar.

Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.

Breve há de ser
sinto no ar
tempo de trigo maduro
vai ser tempo de ceifar
Já se levantam prodígios
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão
um leite novo minando
no meu longe seringal.

Madrugada da esperança
já é quase tempo de amor
colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana
minha alma no seu pendão.

madrugada Camponesa
faz escuro (já nem tanto)
vale a pena trabalhar
faz escuro, mas eu canto
porque a manhã vai chegar.

© THIAGO DE MELLO
In Faz escuro mas eu canto, 1965

CADASTRAR-SE NO QUADRO DE AVISOS | POR ONDE A VOZ ECOA | ÁREA ADMINISTRATIVA DOS POETAS | ENVIAR AVISO (SOMENTE ADMINISTRADORES)
FacebookOrkutTwitterGPlusYoutubeMyspaceDhittPaltalkRSS
 
Copyright 2001 - 2013 - A Voz da Poesia Falando ao Coração - Design GamaBrasil