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NOTÍCIAS SOBRE A POETA
 
 
:: POESIAS ::
 
DA FANTASIA
DE MONTANHAS E BARCAS NADA SEI
DESEJEI TE MOSTRAR MINHA FORMA HUMANA
HOJE TE CANTO
HONRA-ME COM TEUS NADAS
I (CARREGA-ME CONTIGO)
I (CORROENDO)
I (DE CIGARRAS E PEDRAS)
I (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
I (PORQUE HÁ DESEJO EM MIM)
I (QUE ESTE AMOR NÃO ME CEGUE)
I (VI AS ÉGUAS DA NOITE GALOPANDO)
I (VIDA DA MINHA ALMA)
II (COMO SE PERDESSE ASSIM TE QUERO)
II (DEMORA-TE SOBRE A MINHA HORA)
II (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
II (E SÓ ME VEJA)
II (PASSARÁ)
II (QUE CANTO HÁ DE CANTAR O QUE PERDURA)
II (SE TE PERTENÇO, SEPARO-ME DE MIM)
II (VER-TE. TOCAR-TE)
III (CAIO SOBRE TEU COLO)
III (COLADA À TUA BOCA)
III (DE UMA FOME DE AFAGOS)
III (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
III (ISSO DE MIM QUE ANSEIA)
III (PERTENCENTE TE CARREGO)
III (SE A TUA VIDA SE ESTENDER)
III (VEM DOS VALES A VOZ)
IV (DESDE QUE NASCI)
IV (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
IV (DIRÁS QUE SONHO)
IV (E POR QUE TAMBÉM NÃO DOLOROSO)
IV (O LOUCO ESTENDEU-SE SOBRE A PONTE)
IV (SE EU DISSER QUE VI UM PÁSSARO)
IV (VINDA DO FUNDO)
IX (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
IX (E ATRAVESSAMOS PORTAS TRANCADAS)
IX (E POR QUE HAVERIA DE QUERER MINHA ALMA)
IX (PENSO LINHOS E UNGUENTOS)
IX (POEMA DO FIM)
IX (SE UM DIA TE AFASTARES DE MIM)
LII (EU ERA PARTE DA NOITE)
LIII (CADENCIADAS)
LIV (NA MOLDURA)
LIX RESOLVI ME SEGUIR SEGUINDO-TE)
LV (UM TEMPO-LUZ)
LVI (AREIA)
LVIII (O BISTURI E O VERSO)
LX (TEU ROSTO SE FAZ TARDE)
LXIII (TENS A MEDIDA DO IMENSO?)
LXIV (DE SOL E LUA)
LXVI (NUNS ATALHOS DA TARDE)
LXVII (VIDA DA MINHA ALMA)
LXVIII (TE PENSO)
LXX (POEIRA, CINZAS)
QUISERA DAR NOMES
V (ÁGUAS. ONDE SÓ OS TIGRES MITIGAM A SEDE)
V (DÁ-ME A VIA DO EXCESSO)
V (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
V (EXISTE A NOITE, E EXISTE O BREU)
V (ME VIAS PARTIDA AO MEIO)
V (TE AMO, VIDA)
VEM APENAS DE MIM
VI (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
VI (QUE AS BARCAÇAS DO TEMPO ME DEVOLVAM)
VI (SE MIL ANOS VIVESSE)
VI (VEM, SENHORA)
VII (AQUELE FINO TRAÇO DE COLINA)
VII (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
VII (LEMBRA-TE QUE HÁ UM QUERER DOLOROSO)
VII (PERDERÁS DE MIM)
VII (RIOS DE RUMOR)
VIII (COSTURO O INFINITO SOBRE O PEITO)
VIII (DESCANSA)
VIII (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
VIII (É NESTE MUNDO QUE TE QUERO SENTIR)
VIII (ME VINHA)
VIII (SE TE AUSENTAS HÁ PAREDES EM MIM)
X (ATADA A MÚLTIPLAS CORDAS)
X (DEZ CHAMAMENTOS AO AMIGO)
X (QUE TE DEMORES, QUE ME PERSIGA)
XI (LEVARÁS CONTIGO MEUS OLHOS)
XI (SOBEM-ME AS ÁGUAS)
XI [ANTES QUE O MUNDO ACABE]
XII (ESTOU SOZINHA SE PENSO QUE TU EXISTES)
XII (POR QUE NÃO ME ESQUECES)
XII (SE TIVESSE MADEIRA E ILUSÕES)
XIII (EXTREMA, TOCO-TE O ROSTO)
XIII (VOU PELOS ATALHOS)
XIV (SE TE GANHASSE, MEU DEUS)
XIV (TELHAS, CALHAS)
XIX (CORPO DE CARNE)
XIX (EMPOÇADA DE INSTANTES)
XIX (TEUS PASSOS SOMEM)
XL (DE RISPIDEZ E ALTIVO)
XLI (OUVIA QUE NÃO PODIA TE ODIAR)
XLII (ATADOS OS RAMOS)
XLIII (AI QUE DISTÂNCIA)
XLIV (LEMBRA-TE QUE MORREREMOS)
XLIX (SE ME VIESSEM À BOCA)
XLV (QUE NO POEMA AO MENOS)
XLVI (TALVEZ EU SEJA)
XLVII (DORME O TORMENTO)
XV (PARA PODER MORRER)
XVI (SE JÁ SOUBESSE QUEM SOU)
XVII (AS BARCAS AFUNDADAS)
XVII (PENSO QUE TU MESMO CRESCES)
XVIII (PARA TUA FOME)
XVIII (SE EU SOUBESSE)
XVIII (SE SOME, TEM CUIDADO)
XVIII (SERÁ QUE APRENDO A MORTE)
XX (MOVE-TE)
XX (TEU NOME É NADA)
XXII (NÃO ME PROCURES ALI)
XXII (TOMA PARA TEU GOZO)
XXIII (EU AMO AQUELE QUE CAMINHA)
XXIV (NA MELODIA TE PENSO)
XXIX (TE SEI)
XXV (INSENSATEZ E SOMBRA)
XXVI (DURANTE O DIA CONSTRÓI)
XXVII (AMOR AGORA MEU INIMIGO)
XXVII (ME COBRIRÃO DE ESTOPA)
XXX (JUNTAS)
XXXI (BARCAS CARREGANDO A VIDA)
XXXII (POR QUE ME FIZ POETA?)
XXXIII (SE TE PRONUNCIO)
XXXIV (AS ÁGUAS, MEU ÓDIO-AMOR)
XXXIV (TÃO ESCURAMENTE CAMINHA)
XXXIX (ESCREVESTE MEU NOME)
XXXV (AH, SE EU SOUBESSE DE NUVENS)
XXXV (DESGARRADA DE TI)
XXXVIII (NO CORAÇÃO, NO OLHAR)
XXXVIII (TOMA-ME AO MENOS)
VIII (COSTURO O INFINITO SOBRE O PEITO)

VIII

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
e sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.


©Hilda Hilst
In Da noite, 1992

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