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SAUDADE

Saudade — O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe — tão longe! — de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...

© PABLO NERUDA
In Crepusculário, 1923
Trad. Rui Lage

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Comentários (1)

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Wagner Rodrigues · 17/06/2017, às 23h15

Neruda, escreve com simplicidade e doçura, isto aquece o coração e a alma dos seus seguidores.

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