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:: POESIAS ::
 
2ª ODE - E EU ERA PARTE DE TODA A GENTE QUE PARTIA
A ALMA HUMANA É PORCA COMO UM ÂNUS
A CASA BRANCA NAU PRETA
A CLAREZA FALSA, RÍGIDA, NÃO-LAR DOS HOSPITAIS
A COISA ESTRANHA E MUDA EM TODO O CORPO
A FERNANDO PESSOA
A LIBERDADE, SIM, A LIBERDADE!
A LUZ CRUA DO ESTIO PREMATURO
A MORTE - ESSE PIOR QUE TEM POR FORÇA QUE ACONTECER
A MÚSICA, SIM A MÚSICA
A PARTIDA [A]
A PARTIDA [B]
A PARTIDA [C]
A PASSAGEM DAS HORAS [A]
A PLÁCIDA FACE ANÔNIMA DE UM MORTO
A RAPARIGA INGLESA, UMA LOURA, TÃO JOVEM, TÃO BOA
A VIDA É PARA OS INCONSCIENTES (Ó LYDIA, CELIMÈNE, DAISY)
ABRAM FALÊNCIA À NOSSA VITALIDADE!
ABRAM TODAS AS PORTAS!
ACASO
ACORDAR DA CIDADE DE LISBOA, MAIS TARDE DO QUE AS OUTRAS
ACORDO DE NOITE, MUITO DE NOITE, NO SILÊNCIO TODO
ADIAMENTO
AFINAL, A MELHOR MANEIRA DE VIAJAR É SENTIR
AGORA QUE ESTOU QUASE NA MORTE E VEJO TUDO JÁ CLARO
AH A FRESCURA NA FACE DE NÃO CUMPRIR UM DEVER!
AH AS HORAS INDECISAS EM QUE A MINHA VIDA PARECE DE UM OUTRO
AH O SOM DE ABANAR O FERRO DA ENGOMADEIRA
AH! SER INDIFERENTE!
AH, ABRAM-ME OUTRA REALIDADE!
AH, COMO OUTRORA ERA OUTRA A QUE EU NÃO TINHA!
AH, DE QUE SERVE
AH, ESTRANHA VIDA A DE BORDO! CADA NOVO DIA
AH, NO TERRÍVEL SILÊNCIO DO QUARTO
AH, ONDE ESTOU OU ONDE PASSO, OU ONDE NÃO ESTOU NEM PASSO
AH, OS PRIMEIROS MINUTOS NOS CAFÉS DE NOVAS CIDADES!
AH, PERANTE ESTA ÚNICA REALIDADE, QUE É O MISTÉRIO
AH, QUE EXTRAORDINÁRIO
AH, SEMPRE ME CONTENTOU QUE A PLEBE SE DIVERTISSE
AI, MARGARIDA
ALI NÃO HAVIA ELETRICIDADE
ANIVERSÁRIO
AO VOLANTE DO CHEVROLET PELA ESTRADA DE SINTRA
APONTAMENTO
APOSTILA
AQUELA FALSA E TRISTE SEMELHANÇA
ARRE, QUE TANTO É MUITO POUCO!
ÀS VEZES MEDITO
ÀS VEZES TENHO IDEIAS FELIZES
ATRAVÉS DO RUÍDO DO CAFÉ CHEIO DE GENTE
BARCOS PESADOS VINDO PARA AS MELANCÓLICAS SOMBRAS
BEM SEI QUE TUDO É NATURAL
BICARBONATO DE SODA
CÁ ESTAMOS NO PÍNCARO - NÓS DOIS
CAMPINA E TRIGO, CAMPINA
CANÇÃO À INGLESA
CANÇÃO ABRUPTA
CARNAVAL [A]
CARNAVAL [B]
CARRY NATION
CESÁRIO, QUE CONSEGUIU
CHEGA ATRAVÉS DO DIA DE NÉVOA ALGUMA COISA DO ESQUECIMENTO
CHORO COMO A CRIANÇA A QUEM FALTA A LUA PERTO
CHOVE FOGO - OURO DE BARULHO ESTRUGE...
CHOVE MUITO, CHOVE EXCESSIVAMENTE
CLARIM CLARO DA MANHÃ AO FUNDO
CLEARLY NON-CAMPOS!
COM AS MALAS FEITAS E TUDO A BORDO
COMEÇA A HAVER MEIA-NOITE, E A HAVER SOSSEGO
COMEÇO A CONHECER-ME. NÃO EXISTO
COMO, NOS DIAS DE GRANDES ACONTECIMENTOS NO CENTRO DA CIDADE
CONTUDO, CONTUDO
CRISTÃOS, PAGÃOS
CRUZOU POR MIM, VEIO TER COMIGO, NUMA RUA DA BAIXA
CUL DE LAMPE
DA CASA DO MONTE, SÍMBOLO ETERNO E PERFEITO
DÁ-NOS A TUA PAZ
DATILOGRAFIA
DE LA MUSIQUE
DEMOGORGON
DEPOIS DE NÃO TER DORMIDO
DEPOIS DE QUANDO DEIXEI DE PENSAR EM DEPOIS
DEPUS A MÁSCARA E VI-ME AO ESPELHO
DESFRALDANDO AO CONJUNTO FICTÍCIO DOS CÉUS ESTRELADOS
DIAGNÓSTICO
DILUENTE
DOBRADA À MODA DO PORTO
DOMINGO IREI PARA AS HORTAS NA PESSOA DOS OUTROS
DUAS HORAS E MEIA DA MADRUGADA. ACORDO E ADORMEÇO
DURMO, REMOTO; SONHO, DIFERENTE
É CARNAVAL, E ESTÃO AS RUAS CHEIAS
E DEITO UM CIGARRO MEIO FUMADO FORA
E EU QUE ESTOU BÊBADO DE TODA A INJUSTIÇA DO MUNDO
É INÚTIL PROLONGAR A CONVERSA DE TODO ESTE SILÊNCIO
E O ESPLENDOR DOS MAPAS, CAMINHO ABSTRATO PARA A IMAGINAÇÃO CONCRETA
E O SOM SÓ DENTRO DO RELÓGIO ACENTUADO
E QUANDO O LEITO ESTIVER QUASE AO PÉ DO TETO
E SE TODOS LIGAM POUCA IMPORTÂNCIA À MORTE, NEM CONSEGUEM
ENCOSTEI-ME PARA TRÁS NA CADEIRA DE CONVÉS E FECHEI OS OLHOS
ENTREMOS NA MORTE COM ALEGRIA! CARAMBA
EPISÓDIOS
ESCRITO NUM LIVRO ABANDONADO EM VIAGEM
ESSE É UM GÊNIO, É O QUE É NOVO É
ESTA VELHA ANGÚSTIA
ESTATELO-ME AO COMPRIDO EM TODA A VIDA
ESTOU CANSADO DA INTELIGÊNCIA
ESTOU CANSADO, É CLARO
ESTOU CHEIO DE TÉDIO, DE NADA. EM CIMA DA CAMA
ESTOU ESCREVENDO SONETOS REGULARES
ESTOU VAZIO COMO UM POÇO SECO
EU CANTAREI
EU, EU MESMO
FARÓIS DISTANTES
FOI NUMA DAS MINHAS VIAGENS
FUTILIDADE, IRREALIDADE, ESTÁTICA DE TODA A ARTE
GAZETILHA
GOSTAVA DE GOSTAR DE GOSTAR
GRANDE LIBERTADOR
GRANDES SÃO OS DESERTOS, E TUDO É DESERTO
HÁ CORTEJOS, POMPAS, DISCURSOS
HÁ MAIS DE MEIA-HORA
HÁ TANTO TEMPO QUE NÃO SOU CAPAZ
HÁ TANTOS DEUSES!
HÉ-LÁ QUE EU VOU CHAMAR
HEIA O QUÊ? HEIA PORQUÊ? HEIA PRA ONDE?
HELA HOHO, HELAHOHO!
HOJE QUE TUDO ME FALTA, COMO SE FOSSE O CHÃO
I - QUANDO OLHO PARA MIM NÃO ME PERCEBO
I - SOU VIL, SOU RELES, COMO TODA A GENTE
I - TODAS AS COISAS SÃO IMPRESSIONANTES
I - VEM, NOITE ANTIQUÍSSIMA E IDÊNTICA
II - A GUERRA!
II - A PRAÇA DA FIGUEIRA DE MANHÃ
II - AH O CREPÚSCULO, O CAIR DA NOITE, O ACENDER DAS LUZES NAS GRANDES CIDADES
II - DEIXO, DEUSES, ATRÁS A DAMA ANTIGA
II - DEUSES, FORÇAS, ALMAS DE CIÊNCIA OU FÉ
III - SOMOS MENINOS DE UMA PRIMAVERA
III - CORRE, RAIO DE RIO, E LEVA AO MAR
III - OLHA, DAISY, QUANDO EU MORRER TU HÁS-DE
INSÔNIA
IV - CONCLUSÃO A SUCATA!... FIZ O CÁLCULO
JÁ SEI: ALGUÉM DISSE A VERDADE
LÀ-BAS, JE NE SAIS OÙ...
LENTIDÃO DOS VAPORES PELO MAR
LISBOA COM SUAS CASAS
LISBON REVISITED (1923)
LISBON REVISITED (1926)
MAGNIFICAT
MARINETTI, ACADÊMICO
MAS EU NÃO TENHO PROBLEMAS TENHO SÓ MISTÉRIOS
MAS EU, EM CUJA ALMA SE REFLETEM
MAS MESMO ASSIM, DE REPENTE MAS DEVAGAR, DEVAGAR
MAS NÃO E SÓ O CADÁVER
MESTRE, MEU MESTRE QUERIDO!
MEU AMOR PERDIDO, NÃO TE CHORO MAIS, QUE EU NÃO TE PERDI!
MEU CORAÇÃO, BANDEIRA IÇADA
MEU CORAÇÃO, MISTÉRIO BATIDO PELAS LONAS DOS VENTOS
MEU CORAÇÃO. O ALMIRANTE ERRADO
MEU POBRE AMIGO, NÃO TENHO COMPAIXÃO QUE TE DAR
MINHA IMAGINAÇÃO É UM ARCO DE TRIUNFO
MINHA ORAÇÃO-CAVALGADA!
NA AMPLA SALA DE JANTAR DAS TIAS VELHAS
NA CASA DEFRONTE DE MIM E DOS MEUS SONHOS
NA NOITE TERRÍVEL, SUBSTÂNCIA NATURAL DE TODAS AS NOITES
NA ÚLTIMA PÁGINA DE UMA ANTOLOGIA NOVA
NA VÉSPERA DE NÃO PARTIR NUNCA
NÃO ESTOU PENSANDO EM NADA
NÃO FALES ALTO QUE ISTO AQUI É VIDA
NÃO HÁ ABISMOS!
NÃO SE PREOCUPEM COMIGO: TAMBÉM TENHO A VERDADE
NÃO SEI SE OS ASTROS MANDAM NESTE MUNDO
NÃO SEI. FALTA-ME UM SENTIDO, UM TATO
NÃO TENHO SINCERIDADE NENHUMA QUE TE DAR
NÃO TER DEVERES, NEM HORAS CERTAS, NEM REALIDADES
NÃO TER EMOÇÕES, NÃO TER DESEJOS, NÃO TER VONTADES
NÃO! SÓ QUERO A LIBERDADE!
NÃO, NÃO É CANSAÇO
NÃO: DEVAGAR
NAS PRAÇAS VINDOURAS - TALVEZ AS MESMAS QUE AS NOSSAS
NÉVOAS DE TODAS AS RECORDAÇÕES JUNTAS
NO CONFLITO ESCURO E BESTA
NO FIM DE TUDO DORMIR
NO LUGAR DOS PALÁCIOS DESERTOS E EM RUÍNAS
NO MEU VERSO CANTO COMBOIOS, CANTO AUTOMÓVEIS, CANTO VAPORES
NO OCASO, SOBRE LISBOA, NO TÉDIO DOS DIAS QUE PASSAM
NOTAS SOBRE TAVIRA
NOTURNO DE DIA
NUMA GRANDE MARCHE AUX FLAMBEAUX-TODAS-AS-CIDADES-DA-EUROPA
NUNCA, POR MAIS QUE VIAJE, POR MAIS QUE CONHEÇA
NUVENS
O BÊBADO CAÍA DE BÊBADO
O BINÔMIO DE NEWTON É TÃO BELO COMO A VÊNUS DE MILO
O CÃO QUE VEIO DO ABISMO
O CHIADO SABE-ME A AÇORDA
O CONTO ANTIGO DA GATA BORRALHEIRA
O DESCALABRO A ÓCIO E ESTRELAS
O DIA ESTA A INTENTAR RAIAR. AS ESTRELAS COSMOPOLITAS
O FLORIR DO ENCONTRO CASUAL
O FRIO ESPECIAL DAS MANHÃS DE VIAGEM
O FUTURO
O HORROR SÓRDIDO DO QUE, A SÓS CONSIGO [1]
O HORROR SÓRDIDO DO QUE, A SÓS CONSIGO [2]
O HORROR SÓRDIDO DO QUE, A SÓS CONSIGO [3]
O HORROR SÓRDIDO DO QUE, A SÓS CONSIGO [4]
O MELODIOSO SISTEMA DO UNIVERSO
O MESMO TEUCRO DUCE ET AUSPICE TEUCRO
Ó MEU AMOR! Ó MEU DAMASCO, Ó MINHA SEDA
O PÓ QUE FICA DAS VELOCIDADES QUE JÁ NÃO SE VÊEM!
O QUE É HAVER SER, O QUE É HAVER SERES, O QUE É HAVER COISAS
O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO
O SONO QUE DESCE SOBRE MIM
O SOSLAIO DO OPERÁRIO ESTÚPIDO PARA O ENGENHEIRO DOIDO
O TER DEVERES, QUE PROLIXA COISA!
O TUMULTO CONCENTRADO DA MINHA IMAGINAÇÃO INTELECTUAL
O VERDADEIRO POEMA MODERNO É A VIDA SEM POEMAS
ODE MARCIAL
ODE MARCIAL [A]
ODE MARCIAL [B]
ODE MARCIAL [C]
ODE MARCIAL [D]
ODE MARCIAL [E]
ODE MARÍTIMA
ODE MORTAL
ODE TRIUNFAL
OH O MAIOR HORROR DE TEREM CESSADO OS CLARINS
OPIÁRIO
ORA ATÉ QUE ENFIM..., PERFEITAMENTE
OS ANTIGOS INVOCAVAM AS MUSAS
OS EMIGRADOS
OS GALOS CANTAM E ESTOU BEBEDÍSSIMO
OS MORTOS! QUE PRODIGIOSAMENTE
OXFORD SHORES
P-HÁ
PARA CANTAR-TE
PARA SAUDAR-TE
PARAGEM. ZONA
PARO, ESCUTO, RECONHEÇO-ME!
PASSAGEM DAS DAS HORAS - PARTE II
PASSAGEM DAS HORAS OU WALT WHITMAN
PASSAGEM DAS HORAS [B]
PASSAGEM DAS HORAS [C]
PASSAGEM DAS HORAS [D]
PASSAGEM DAS HORAS [E]
PASSO, NA NOITE DA RUA SUBURBANA
PECADO ORIGINAL
PENSO EM TI NO SILÊNCIO DA NOITE, QUANDO TUDO É NADA
PERDI A ESPERANÇA COMO UMA CARTEIRA VAZIA
POEMA DE CANÇÃO SOBRE A ESPERANÇA
POEMA EM LINHA RETA
POR AQUELES, MINHA MÃE, QUE MORRERAM, QUE CAÍRAM NA BATALHA
POR ISSO É A TI QUE ENDEREÇO
PORTA PRA TUDO!
PSIQUETIPIA (OU PSICOTIPIA)
PUSERAM-ME UMA TAMPA
QUANDO FOR A GRANDE PARTIDA
QUANDO NOS IREMOS, AH QUANDO IREMOS DE AQUI?
QUANDO OS POVOS DA DALMÁCIA
QUASE SEM QUERER (SE O SOUBÉSSEMOS!) OS GRANDES HOMENS SAINDO DOS HOMENS VULGARES
QUE LINDOS OLHOS DE AZUL INOCENTE OS DO PEQUENITO DO AGIOTA!
QUE NOITE SERENA!
QUE SOMOS NÓS? NAVIOS QUE PASSAM UM PELO OUTRO NA NOITE
QUERO ACABAR ENTRE ROSAS, PORQUE AS AMEI NA INFÂNCIA
REALIDADE
RETICÊNCIAS
RUÍDO LONGÍNQUO E PRÓXIMO NÃO SEI PORQUÊ
SAÍ DO COMBOIO
SÃO POUCOS OS MOMENTOS DE PRAZER NA VIDA
SAUDAÇÃO A TODOS QUANTOS QUEREM SER FELIZES
SAUDAÇÃO A WALT WHITMAN [A]
SAUDAÇÃO A WALT WHITMAN [B]
SAUDAÇÃO A WALT WHITMAN [C]
SAUDAÇÃO [A]
SAUDAÇÃO [B]
SAUDAÇÃO [C]
SAUDAÇÃO [D]
SE EU TIRAR COM UMA PANCADA
SE EU VIR AQUELA ÁRVORE COMO TODA A GENTE A VÊ
SE NADA HOUVESSE PARA ALÉM DA MORTE
SE TE QUERES MATAR, PORQUE NÃO TE QUERES MATAR?
SEM IMPACIÊNCIA
SENTIR TUDO DE TODAS AS MANEIRAS
SIM, É CLARO
SIM, ESTÁ TUDO CERTO
SIM, SOU EU, EU MESMO, TAL QUAL RESULTEI DE TUDO
SÍMBOLOS? ESTOU FARTO DE SÍMBOLOS
SUBISTE À GLÓRIA PELA DESCIDA ABAIXO
SUCATA DE ALMA VENDIDA PELO PESO DO CORPO
TABACARIA
TALVEZ NÃO SEJA MAIS DO QUE O MEU SONHO
TANTOS POEMAS CONTEMPORÂNEOS!
TÃO POUCO HERÁLDICA A VIDA!
TENHO ESCRITO MAIS VERSOS QUE VERDADE
TENHO UMA GRANDE CONSTIPAÇÃO
TODA A GENTE É INTERESSANTE SE A GENTE SOUBER VER TODA A GENTE
TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO
TODAS AS HORAS FAÇO GAFES DE CIVILIDADE E ETIQUETA
TODOS JULGAMOS QUE SEREMOS VIVOS DEPOIS DE MORTOS
TRAMWAY
TRAPO
TUDO SE FUNDE NO MOVIMENTO
UMA VONTADE FÍSICA DE COMER O UNIVERSO
V - HÁ QUANTO TEMPO, PORTUGAL, HÁ QUANTO
VAI PELO CAIS FORA UM BULÍCIO DE CHEGADA PRÓXIMA
VENDI-ME DE GRAÇA AOS CASUAIS DO ENCONTRO
VER AS COISAS ATÉ AO FUNDO...
VIAGEM
VILEGIATURA
WALT WHITMAN
«THE TIMES»
 
:: SONETOS ::
 
AH, UM SONETO
COM TEU GESTO PINTADO E EXAGERADO
REGRESSO AO LAR
 
:: OUTROS TEXTOS ::
 
NOTA AO ACASO
ULTIMATUM
II - A PRAÇA DA FIGUEIRA DE MANHÃ

II

A Praça da Figueira de manhã,
Quando o dia é de sol (como acontece
Sempre em Lisboa), nunca em mim esquece,
Embora seja uma memória vã.

Há tanta coisa mais interessante
Que aquele lugar lógico e plebeu,
Mas amo aquilo, mesmo aqui... Sei eu
Porque o amo? Não importa nada. Adiante...

Isto de sensações só vale a pena
Se a gente se não põe a olhar pra elas.
Nenhuma d′elas em mim é serena...

De resto, nada em mim é certo e está
De acordo comigo próprio. As horas belas
São as dos outros, ou as que não há.

© ÁLVARO DE CAMPOS
In Álvaro de Campos - Livro de Versos. Fernando Pessoa, 1993
“Três Sonetos”
Teresa Rita Lopes. Ed. Estampa, Lisboa

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