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BARCOS DE PAPEL
CUIDADO!
ESSA QUE EU HEI DE AMAR…
SONETO I [O PEQUENINO LIVRO EM QUE ME ATREVO]
SONETO II [EU NÃO SEI QUEM TU ÉS. SONHEI-TE LINDA]
SONETO III [ESTAS E MUITAS OUTRAS COISAS, CERTO]
SONETO IV [MAS NÃO PASSOU SEM NUVEM DE TRISTEZA]
SONETO V [VEM, PARTAMOS, QUE O MUNDO NOS ESPERA]
SONETO VI [ESPERO-TE, PENSANDO: ELA NÃO TARDA]
SONETO VII [MORRE O DIA. DO QUADRO DA VIDRAÇA]
SONETO VIII [LÊS UM ROMANCE. EU TE CONTEMPLO. ONDEIA]
SONETO IX [NESSA TUA JANELA, SOLITÁRIO]
SONETO X [VOU PARTIR, VAIS FICAR. LONGE DA VISTA]
SONETO XI [MINHA AMIGA, NÃO SEI SE ME ACOSTUME]
SONETO XII [ESPERO UMA RESPOSTA. O POENTE ENSAIA]
SONETO XIII [NOITE. E EU SÓ, SEMPRE SÓ. DESCABELADAS]
SONETO XIV [NÓS DOIS DE NOVO JUNTOS, NOVAMENTE]
SONETO XV [FALAM MUITO DE NÓS. QUANTA MALDADE]
SONETO XVI [SE ESTA GENTE SOUBESSE, EU TE DIZIA]
SONETO XVII [EU EM TI, TU EM MIM, MINHA QUERIDA]
SONETO XVIII [QUANDO AS FOLHAS CAÍREM NOS CAMINHOS]
SONETO XIX [SONHEI: CHEIA DE SOL, TRANSFIGURADA]
SONETO XX [NAQUELA GRANDE RUA SOSSEGADA]
SONETO XXI [FICO — DEIXAS-ME VELHO. MOÇA E BELA]
SONETO XXII [TU SENHORA, EU SENHOR, AMBOS SENHORES]
SONETO XXIII [EU NÃO FUI MAIS QUE UM CÉTICO SUICIDA]
SONETO XXIV [QUE BONS TEMPOS AQUELES EM QUE EU VIA]
NÓS - XXV [O NOSSO NINHO, A NOSSA CASA, AQUELA]
SONETO XXVI [EU TE ADORO! — DIZIAS-ME, CORANDO]
SONETO XXVII — INDIFERENÇA
SONETO XXVIII [DESATO A FITA AZUL QUE PRENDE O MAÇO]
SONETO XXIX [NÓS SOUBEMOS PASSAR POR ESTA ESTRADA]
SONETO XXX [VAMOS, PORTANTO, COMO DOIS ESTRANHOS]
SONETO XXXI [ERA UMA HISTÓRIA SIMPLES E SOMBRIA]
SONETO XXXII [QUANDO A CHUVA CESSAVA E UM VENTO FINO]
SONETO XXXIII [OUTONO. AS FOLHAS TOMBAM AO SOL-POENTE]
 
:: OUTROS TEXTOS ::
 
CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO
 
:: TRADUÇÕES ::
 
SE - RUDYARD KIPLING
BARCOS DE PAPEL

Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia de papel, toda uma armada;
e, estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino,
ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são feitos de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
— Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

© GUILHERME DE ALMEIDA
In Acaso, 1938

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Comentários (14)

Sei lá, meus barcos há muito foram levados, pelas mesmas enxurradas. Meus ideais foram juntos, porem, jamais levaram meus sonhos. Desencontros e encantos, desencantos e encontros, sobraram d'aquelas enxurradas sem fim. Sou um idoso mais ou menos novo, um sonhador, sempre querendo mostrar ao mundo, minha felicidade, pois consegui viajar com minha "amada", por este mundo sem fim.
Nos meus 11 anos decorei este poema Nunca esqueci eles vieram comigo aos meus 54 anos ele e tão novo no meu coração E a inocência de uma criança que conheceu O mundo dos adultos
Eu também decorei porque gostei muito. Choque por volta dosvnove anos. Estou vomb36 e jamais esqueci.
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eliane freire · 17/09/2014, às 11h20

Sempre fui amante de poesias, essa especialmente, marcou a minha infância, e por que não dizer a minha vida?
Que lindo: Guilhermebde almeida

Das poesias que li no decorrer da adolescência, as de Guilherme de Almeida estão entre minhas favoritas. Apesar de tê-las conhecido com tenra idade, nunca as esqueci e sempre me veem à mente e me fazem feliz!

Sei recitar ainda hoje, passados mais de 50 anos.
Poesia que marcou meus tempos de criança, no Grupo Escolar Dr, Otaviano, Que maravilha.
Eu tinha apenas 9 anos de idade quando li a poesia Barcos de papel, A tia Albertina, a mais velha e a mais rígida das Professoras da Escola Classe, que saúdes da Tia, da infância, da inocência. Hoje com 44 anos de idade me pergunto pelos meus ideais, o que houve com eles?
Este eu declamei quando criança, numa aula do "antigo 4º ano primário" (1972). Eu pergunto onde estão as escolas de outrora. Será que se foram, como os barquinhos de papel?
Poesia que marcou minha infância no Educandário Joanita Portela - Recife. Até hoje recito ela e estou muito emocionada. Luz para Guilherme onde ele estiver!
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Mariah Aparecidad · 05/08/2016, às 23h11

Ricardo, respondendo a sua pergunta: "...onde estão as escolas de outrora? Será que se foram, como os barquinhos de papel? Sou professora de 7º e 8º anos, da rede pública em MG, e com toda certeza do mundo, digo que as escolas de outras ficaram lá no passado, em tempos de outrora mesmo. É só desinteresse, desrespeito, falta de educação da maioria dos alunos. Existem alunos educados e interessados sim, mas infelizmente é uma minoria.
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Antonio José Macedo · 17/10/2016, às 23h55

O soneto perfeito, magistral. O recito em ocasiões especiais, para pessoas especiais. Tenho, agora, 57 anos e não lembro quando o decorei. Creio que sempre esteve em minha mente. Como disse: É perfeito!
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Magda Maria Barcellos da Costa · 08/11/2016, às 23h35

Hoje com meus quase sessenta anos , aproveitei a chuva e ensinei meus alunos da segunda serie confeccionar barquinhos de papel. Lembrei de minha infância quando aos nove anos ja recitava esta linda poesia. Apos colocarmos os barquinhos numa poça de água no pátio da escola entrei na Internet e li a poesia para eles. Ao termino todos aplaudiram e naquele momento vi como a poesia era atual.

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