XXIII [CIDADEZINHA CHEIA DE GRAÇA]

XXIII

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...

© MARIO QUINTANA
In A Rua dos Cataventos, 1940

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Comentários (4)

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carlos hoffmann · 14/04/2015, às 14h27

oi
lindo poema
que pena que ele se foi
muito interesante

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