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QUE ÂNSIA DE AMAR

Que ânsia de amar! E tudo a amar me ensina;
A fecunda lição decoro atento.
Já com liames de fogo ao pensamento
Incoercível desejo ata e domina.

Em vão procuro espairecer ao vento,
Olhando os céus, os morros, a campina.
Escalda-me a cabeça e desatina,
Bate-me o coração como um tormento.

E à noite, ai! como em mal sofreado anseio,
Por ela, e ainda velada, a misteriosa
Mulher, que nem conheço, aflito chamo!

E sorrindo-me, ardente e vaporosa,
Sinto-a vir — vem-me em sonho, une-me ao seio,
Junta o rosto ao meu rosto e diz-me — “Eu te amo!”

© ALBERTO DE OLIVEIRA
In Poesias, 2ª série, 1905

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Comentários (1)

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JOÃO CABRAL · 05/11/2017, às 13h31

É MARAVILHOSO APRECIAR UM TÃO BELO SONETO; SONETO DE VERDADE.

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