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VOZES DE UM TÚMULO
O DEUS VERME

Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme - é o seu nome obscuro de batismo.

Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.

Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrôpicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...

Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!


© AUGUSTO DOS ANJOS
Eu, 1912

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Comentários (5)

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bruna lemkuhl · 08/08/2013, às 18h51

ótimo poema nos faz refletir sobre nossa vida
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Walfredo Lessa · 16/07/2015, às 14h26

Augusto dos Anjos desnuda a dura realidade dos seres vivos, cujos restos mortais são decompostos pelos vermes. A impotência do Homem para mudar seu destinos, que todos conhecem ao nascerem, faz-nos refletir sobre as arrogâncias, as prepotências inerentes ao ser hum,ano. Resignação e humildade podem conduzir a uma vida melhor, até o inevitável fim.
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grazieli macedo primo · 30/03/2016, às 15h01

por que a poesia de augusto dos anjos de opõe estética parnasiana?O que pode ter provocado uma reação destavorável dos leitores habituados ao gosto parnasiano
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grazieli macedo primo · 30/03/2016, às 15h05

por favor algum pode me ajudar responder essa pergunta
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Clécio Cruz · 23/01/2017, às 01h09

Gênio, mostra a face realista do inevitável fatalismo humano. Escreve de maneira inexplicavelmente perfeita, a poesia se materializa por completo, sem emendas, de maneira brusca e fatal numa meta linguagem forte e intensa. Ressalta tão bem a franqueza que nos é inerente, que nos é imposta pelo Deus Verme.

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