(I) PARA SEMPRE!

Ah! para sempre! para sempre! Agora
Não nos separaremos nem um dia...
Nunca mais, nunca mais, nesta harmoia
Das nossas almas de divina aurora.

A voz do céu pode vibrar sonora
Ou do Inferno a sinistra sinfonia,
Que num fundo de astral melancolia
Minh'alma com a tu'alma goza e chora.

Para sempre está feito o augusto pacto!
Cegos serenos do celeste tacto,
Do Sonho envoltas na estrelada rede.

E perdidas, perdidas no Infinito
As nossas almas, no Clarão bendito,
Hão de enfim saciar toda esta sede...


© CRUZ E SOUSA
In: Últimos Sonetos, 1905


Número de visualizações em 2017: 126
Número de curtidas: 21
 
Compartilhar via Facebook Compartilhar via Twitter Compartilhar via Google+

Comentários

Não há comentários postados até o momento. Seja o primeiro!

Postar um novo comentário