HÁLITOS

Desperto ao último
hálito da noite
que observo nos coqueiros lânguidos,
nos tímidos galhos da romanzeira,
nas nuvens já quase sem memória
das sombras.

Último hálito da noite,
desta que está acabando
de passar.

Sereno hálito, como espero que seja
o meu último
quando chegar a noite que jamais
passará.


© RUY ESPINHEIRA FILHO _____ In: Milênios e outros poemas. São Paulo: Editora Patuá, 2016.


Número de visualizações em 2017: 24
Número de curtidas: 4
 
Compartilhar via Facebook Compartilhar via Twitter Compartilhar via Google+

Comentários

Não há comentários postados até o momento. Seja o primeiro!

Postar um novo comentário