A LUCINDA SIMÕES

Quando percorres a fulgente arena
Da Arte imortal, — ingênua, cismadora,
Trágica, humilde, casta ou pecadora, —
Mas sempre de fulgor e graças plena;

Quando teu lábio atrai, morde e envenena
Nos sorrisos fatais da atroz Leonora,
Ou quando, fresco e róseo como a Aurora,
De cascatas de luz inunda a cena;

Ó diva! o nosso espírito cansado
Por te seguir os voos, sente o alado
Grupo de gênios na amplidão dispersos:

Grita o teu nome o Povo eletrizado,
E o Poeta, de súbito inspirado,
Lança-te aos pés toda a sua alma em versos!


© LUÍS GUIMARÃES JÚNIOR. In: Sonetos e Rimas. Roma: Typographia Elzeviriana, 1880.
_____ 2ª edição revista e aumentada. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão – Editores, 1886.
_____ Coleção Afrânio Peixoto: 93. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2010.


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