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DEUS!

XVIII

Eu me lembro! eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno
 
E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
“Que pode haver maior que o oceano,
“Ou que seja mais forte do que o vento?!” –
 
Minha mãe a sorrir olhou p’r’os céus
E respondeu: – Um Ser que nós não vemos
“É maior do que o mar que nós tememos,
“Mais forte que o tufão! Meu filho, é – Deus!” – 


Dezembro – 1858

© Casimiro de Abreu
In As Primaveras, 1859

Fonte(s) do(s) áudio(s):

Declamadora: Simone Enloucrescida
Arquivo de áudio gentilmente cedido à Voz da Poesia
© Todos os direitos reservados

Número de visualizações em 2017: 1435
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Comentários (18)

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Ademar Dias da SIlva · 04/02/2014, às 18h44

Eu dedico esse poema intitulado Deus, a um velho professor meu de Tanabi, onde eu fazia a 1ª série do ginasial no Padre Fidélis da época e esse meu professor hoje in memoria, se chamava Luiz Maria, de onde o senhor estiver, aceite esse poema lindo, Abraços: Ademar Dias da Silva
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ana maria · 20/10/2014, às 00h43

tenho saudades do tempo de escola, do primário, onde se falava em poesia, contos que hoje, infelizmente poucos jovens ou quase todos nao se interessam mais em conhecer, ler essas obras literárias maravilhosas ! Ana Maria Braulio.
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Marcos Duda · 12/11/2014, às 16h19

Esse poema é uma das sete maravilhas do mundo moderno! Digno de Cantares de Salomão, concorrendo apenas com o Soneto de Fidelidade em termos de beleza e estética estrutural. O poeta estava muito inspirado ao fazer essa criação. Ofereço a todos os amantes das Letras e, em especial, a Rose Cruz, essa pessoa sensacionalmente especial que conheci durante a minha vida acadêmica.
aos nove anos de idade decorei esse poema, nunca o esqueci, ao encontrar-me com Jesus, foi uma das primeiras lembranças que me veio a mente, pra mim, Cassimiro exprimiu exatamente quem era Deus, pra mim
Passei anos buscando esse poema...Aprendi quando estava na segunda série e eu achava lindo recitá-lo. É uma retrospectiva ao meu tempo de escola.
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Letícia · 22/08/2015, às 02h37

Que belo texto... que maravilhosa definição do Ser Deus! Desde criança o decorei para uma apresentação na escola, "Dia das Mães", e nunca mais o esqueci. Há poucos dias o recitei em uma reunião de famílias. Faz parte de mim. Obrigada, Casimiro de Abreu.
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Manoel José da Silva · 13/10/2015, às 15h52

Conheci essa poesia aos dez anos de idade. Quem divulgava no Grupo Escolar Antonio Soares da Cruz, no então Guaraciama município da cidade de BOCAIUVA no Norte do Estado de Minas Gerais no Brasil. Os alunos se envolviam num clima de disputa para apresentar em palco a declamação da poesia! Havia concurso e se disputavam livros literários.

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HELENA ALVES DA SIVLA ROCHA · 15/02/2016, às 14h29

Conheci a poesia nos livros da escola.Recitei uma única vez e nunca mais esqueci. Ensinei para meus filhos que também recitaram na escola. É uma poesia lindíssima e emocionante!
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Gabriel Nunes · 16/02/2016, às 16h02

Recitei essa poesia quando eu tinha 8 anos, me lembro dela, sem precisar ler, até hoje...
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Kédma Oliveira · 21/02/2016, às 17h50

Lembro minha mãe lendo essa poesia. Depois fez que eu memorizasse para declamar na Igreja. Eu tinha sete anos, em 1950. Fiquei encantada com poesia, com o mar, com Deus . Minha gratidão a Casemiro de Abreu onde estiver, minha mãe saudosa, também no descanso eterno por ter me mostrado tanta beleza.
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Aída Alves · 15/03/2016, às 01h28

Recitei essa inesquecível poesia aos 6 anos,na escola, na festa no dia das mães, olhando tímida para minha mãe, mas com tanto amor. As mãozinhas para trás, ocultava uma rosa vermelha. No final corria para os braços de minha mãe gritando eu te amo lhe entregava a rosa e ela abraçou-me de tal forma que hoje 48 anos depois,sinto o calor desse abraço.
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Joaquim 3 Rios · 05/04/2016, às 10h05

Aprendi esta poesia ainda no curso primário, lá pelo início dos anos 40 do século passado... Ou muito me engano, ou há alguns errinhos na poesia impressa acima. Eu acredito ter feito as correções necessária, em letras MAIÚSCULAS, na reprodução abaixo. "DEUS Eu me lembro! eu me lembro! – Era CRIANÇA E brincava na praia; o mar bramia E erguendo o dorso altivo, sacudia A branca ESPUMA para o céu sereno E eu disse a minha mãe nesse momento: “Que dura orquestra! Que furor insano! “Que pode haver maior que o oceano, “Ou que seja mais forte do que o vento?!” – Minha mãe a sorrir olhou p’r’os céus E DISSE: – Um Ser que nós não vemos “É maior do que o mar que nós tememos, “Mais forte que o tufão! Meu filho, é – Deus!” – " Espero ter ajudado.
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sandra regina · 19/06/2016, às 00h35

Hoje ouvi essa poesia depois de muitos anos.Lembrei dos tempos de criança em que minha mãe nos ensinava a arte de recitar, eu e minhas irmas e um irmão. Muito lindo, lindo de mais.
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Neri de Farias · 06/08/2016, às 22h30

Me habilito a reviver os contos poéticos; maravilhosos, de Cassimiro de Abreu
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IVANITO SANTANA · 31/10/2016, às 23h44

DEDICO ESTE POEMA AOS MEUS 3 FILHOS.NÃO EXISTE NADA MAIOR QUE DEUS.MUITO OBRIGADO DEUS.
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Katia Rezende · 02/11/2016, às 23h08

Amo esse poema! Não me canso de lê-lo.
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Rildo Emidio da Silva · 14/12/2016, às 10h08

eu me lembro, eu me lembro era pequeno... e numa escolinha particular em Sta Cruz do Capibaribe Pe. cuja professora Gersina de Bida, dedicada e amante de literatura, mandou que lesse esse poema, li, e jamais esqueci; foi no ano de l.965
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sandra de cássia ribeiro · 20/01/2017, às 14h15

Havia um livro sobre o criado mudo do quarto onde dormiam meu avô e meu único irmão homem. Era pequeno, com folhas finas e letras bem pretas e pequenas. Era justamente ¨As primaveras¨. Nas tardes preguiçosas, sem muito o que fazer para uma menina sem muitos amigos e de família pouco afetuosa, eu o pegava, me debruçava sobre a janela e, olhando a serra ao longe que liga a Andradas em MG a Poços de Caldas, tentava decorar 2 poemas dali: Meus Oito Anos e Deus. Confesso que ¨Deus¨ era a mais difícil: não conhecia o mar nem por fotografia e também não sabia que suas ondas eram barulhentas e espumantes. Há quase 48 anos.

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