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:: POESIAS ::
 
(1º) PRIMEIRO MOTIVO DA ROSA
(2º) SEGUNDO MOTIVO DA ROSA
(3º) TERCEIRO MOTIVO DA ROSA
(4º) QUARTO MOTIVO DA ROSA
(5º) QUINTO MOTIVO DA ROSA
AUTO-RETRATO
CANÇÃO EXCÊNTRICA
CANÇÃO MÍNIMA
CÂNTICO - E FICASTE SÓ TU
CÂNTICO 01 - NÃO QUEIRAS TER PÁTRIA
CÂNTICO 02 - NÃO SEJAS O DE HOJE
CÂNTICO 03 - NÃO DIGAS ONDE ACABA O DIA
CÂNTICO 04 - ADORMECE O TEU CORPO
CÂNTICO 05 - ESSE TEU CORPO
CÂNTICO 06 - TU TENS UM MEDO
CÂNTICO 07 - NÃO AMES
CÂNTICO 08 - NÃO DIGAS
CÂNTICO 09 - OS TEUS OUVIDOS
CÂNTICO 10 - ESTE É O CAMINHO
CÂNTICO 11 - VÊ, FORMARAM-SE TODAS AS ÁGUAS
CÂNTICO 12 - NÃO FALES AS PALAVRAS DOS HOMENS
CÂNTICO 13 - RENOVA-TE
CÂNTICO 14 - ELES TE VIRÃO OFERECER O OURO
CÂNTICO 15 - NÃO QUEIRAS SER
CÂNTICO 16 - TU OUVIRÁS ESTA LINGUAGEM
CÂNTICO 17 - PERGUNTARÃO PELA TUA ALMA
CÂNTICO 18 - QUANDO OS HOMENS
CÂNTICO 19 - NÃO TEM MAIS LAR
CÂNTICO 20 - NÃO DIGAS QUE ÉS DONO
CÂNTICO 21 - O TEU COMEÇO
CÂNTICO 22 - NÃO BUSQUES PARA LÁ
CÂNTICO 23 - NÃO FAÇAS DE TI
CÂNTICO 24 - NÃO DIGAS: ESTE QUE ME DEU CORPO
CÂNTICO 25 - SÊ O QUE RENUNCIA
CÂNTICO 26 - O QUE TU VISTE AMARGO
DE LONGE TE HEI DE AMAR
DESENHO [2]
EPIGRAMA
EPIGRAMA DO ESPELHO INFIEL
EPIGRAMA Nº 01
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EPIGRAMA Nº 14
EPITÁFIO
EVELYN
EXCURSÃO
GARGALHADA
LUA ADVERSA
MAR ABSOLUTO
MARCHA
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MULHER AO ESPELHO
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PÁSSARO
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RETRATO
SEM CORPO NENHUM
SOLIDÃO
TENTATIVA
TIMIDEZ
 
:: PROSA POÉTICA ::
 
HISTÓRIA DE UMA LETRA
PRIMAVERA
AUTO-RETRATO

Se me contemplo
tantas me vejo,
que não entendo
quem sou, no tempo
do pensamento.

Vou desprendendo
elos que tenho,
alças, enredos...

Formas, desenho
que tive, e esqueço!
Falas, desejo
e movimento
— a que tremendo,
vago segredo
ides, sem medo?!

Sombras conheço:
não lhes ordeno.
Como precedo
meu sonho inteiro,
e após me perco,
sem mais governo?!

Nem me lamento
nem esmoreço:
no meu silêncio
há esforço e gênio
e suave exemplo
de mais silêncio.

Não permaneço.
Cada momento
é meu e alheio.
Meu sangue deixo,
breve e surpreso,
em cada veio
semeado e isento.

Meu campo, afeito
à mão do vento,
é alto e sereno:
Amor. Desprezo.

Assim compreendo
o meu perfeito
acabamento.

Múltipla, venço
este tormento
do mundo eterno
que em mim carrego:
e, una, contemplo
o jogo inquieto
em que padeço.

E recupero
o meu alento
e assim vou sendo.

Ah, como dentro
de um prisioneiro
há espaço e jeito
para esse apego
a um deus supremo,
e o acerbo intento
do seu concerto
com a morte, o erro...

(voltas do tempo
— sabido e aceito —
do seu desterro...)


© CECÍLIA MEIRELES
in Mar Absoluto, 1945

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Comentários (2)

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MARIA Lucia g cabral · 23/08/2016, às 11h34

Lindo poema. .Como todos
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Marialucigcabral · 23/08/2016, às 22h37

Belíssimo poema. . Como toda sua obra

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