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Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento

Pode ser até amanhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza

Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.

© CECÍLIA MEIRELES
adaptado do poema "Marcha" por Raimundo Fagner

NOTAS:

1. Este poema foi adaptado do original "Marcha" e musicado pelo cantor e compositor Raimundo Fágner, e lançado no CD "Manera Fru Fru, Manera: O Último Pau-de-Arara", de 1973. VEJA AQUI

2. A história polêmica da música "Canteiros" envolvendo Fagner e as filhas de Cecília Meireles. VEJA AQUI

FONTE(S) DO(S) ÁUDIO(S):

Poema de Cecília Meireles
Musicado e interpretado por Fagner
Do CD: Manera Fru Fru, Manera: O Último Pau-de-Arara, 1973
________________________________

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