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O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!

© MANUEL BANDEIRA
In Lira dos cinquent’anos, 1940

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Comentários (9)

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Edna do Nascimento · 23/10/2013, às 15h12

Muito lindo esse texto. Aprendi nos meus tempos de criança, Minha querida professora Neusa Nildes Maria da Rocha, foi quem me apresentou este texto, jamais o esqueci..
o primeiro poema que aprendi na vida, tenho ele decorado dentro de mim até hoje.
Lindo demais. Conheci na cartilha da 1ª série, por algum motivo este poema tocou minha alma e eu nunca o esqueci. Ele faz parte da minha vida. Nascemos livres, somos aprisionados pela vida e nos libertamos novamente na morte. Não é nada triste nem mórbido, mas desejo que seja lido quando minhas cinzas forem lançadas ao ar.
..seu comentário me emocionou tanto quanto o poema..
liberdade,esse é o segredo!
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Luiza Franco Afonso · 28/08/2015, às 15h40

Uma ternura! Não conhecia mas acho lindo!
esse poema me arremete a minha infância e ao meu primeiro ano onde em uma cartilha colorida se apresentava este poema que até hoje procurava e confesso que as lágrimas foram inevitáveis pois foi como se estivesse entrando no túnel do tempo e lembrando que ao ler o poema pela primeira vez fiquei triste de saber que o pardalzinho havia morrido.
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Sandra Aparecida Reis · 29/11/2016, às 12h33

Este poema fez parte da minha infância na escola... conteúdo do livro: João de Barro de Monteiro Lobato. Grata lembrança!!!
Tenho muito respeito a tudo isso, o pardalzinho é um eterno texto, que interpreto no meu musical, é lindo e muito triste, ministro pessoas com esse texto, toco com esse texto, choro com ele e mim alegro também, AMO. Amanhã dia 00/08/2017 estarei com um musical e ELE ta dentro. Maravilha, Obrigado Deus por ter Iluminado Maravilhosamente Manuel Bandeira nesse momento de Criação.

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