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VERDES MARES
VONTADE DE MORRER
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DO MILAGRE
UM SORRISO

Vinha caindo a tarde. Era um poente de agosto.
A sombra já enoitava as moitas. A umidade
Aveludava o musgo. E tanta suavidade
Havia, de fazer chorar nesse sol-posto.

A viração do oceano acariciava o rosto
Como incorpóreas mãos. Fosse mágoa ou saudade,
Tu olhavas, sem ver, os vales e a cidade.
— Foi então que senti sorrir o meu desgosto...

Ao fundo o mar batia a crista dos escolhos...
Depois o céu... e mar e céus azuis: dir-se-ia
Prolongarem a cor ingênua de teus olhos...

A paisagem ficou espiritualizada.
Tinha adquirido uma alma. E uma nova poesia
Desceu do céu, subiu do mar, cantou na estrada...

© MANUEL BANDEIRA
In A cinza das horas, 1917

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Comentários (2)

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Holdem de Souza Costa · 03/11/2017, às 13h57

Amo essa poesia, faz parte da minha vida há muitos anos.
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Holdem de Souza Costa · 03/11/2017, às 13h57

Amo essa poesia, faz parte da minha vida há muitos anos.

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