A GONÇALVES DIAS

Celebraste o domínio soberano
Das grandes tribos, o tropel fremente
Da guerra bruta, o entrechocar insano
Dos tacapes vibrados rijamente,

O maracá e as flechas, o estridente
Troar da inúbia, e o canitar indiano...
E, eternizando o povo americano,
Vives eterno em teu poema ingente.

Estes revoltos, largos rios, estas
Zonas fecundas, estas seculares
Verdejantes e amplíssimas florestas

Guardam teu nome: e a lira que pulsaste
Inda se escuta, a derramar nos ares
O estridor das batalhas que contaste.

© OLAVO BILAC
In Poesias (Panóplias), 1888

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Comentários (2)

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José Rodrigues Filho · 14/02/2016, às 12h02

Belo Soneto.
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Eline Elaine Silva · 13/09/2017, às 18h33

Ler,declamar este poema e como amar.e carregar um farto na peito infinito, cujo o peito sufoca e faz descansar.

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