MEIO-DIA

Meio-dia. Sol a pino.
Corre de manso o regato.
Na igreja repica o sino;
Cheiram as ervas do mato.

Na árvore canta a cigarra;
Há recreio nas escolas:
Tira-se, numa algazarra,
A merenda das sacolas.

O lavrador pousa a enxada
No chão, descansa um momento,
E enxuga a fronte suada,
Contemplando o firmamento.

Nas casas ferve a panela
Sobre o fogão, nas cozinhas;
A mulher chega à janela,
Atira milho às galinhas.

Meio-dia! O sol escalda,
E brilha, em toda a pureza,
Nos campos cor de esmeralda,
E no céu cor de turquesa...

E a voz do sino, ecoando
Longe, de atalho em atalho,
vai pelos campos, cantando
A Vida, a Luz, o Trabalho.

© OLAVO BILAC
In Poesias Infantis (2ª Ed.), 1929

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Comentários (4)

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Debora Dantas da Silva · 23/05/2016, às 14h51

nossa, me ajudou bastante.Esse poema era pra um trabalho de escola, ajudou bastante :).
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Debora Dantas da Silva · 23/05/2016, às 14h51

nossa, me ajudou bastante.Esse poema era pra um trabalho de escola, ajudou bastante :).
Vdd ne miga Débora Dantas da Silva
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maria colem de oliveira · 25/04/2017, às 23h48

Eu Maria Colem . Ainda sou uma criança . Vem sempre a memoria as mais lindas recordações .minha infância debaixo dos mangueirais a estudar as poesias e ate mesmos recita las . As leituras nos contos de fadas a gramatica e a tabuada fazias parte das brincadeiras e até o aprendizado .. Amo nao sou amada . Quero e nao dou querida . Mas um consolo eu tenho de amar e nao ser fingida . E amo 💕 minhas leitura .

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