SAUDADES

Saudades! Sim... talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!


© FLORBELA ESPANCA
In Livro de Sóror Saudade, 1923


FONTE(S) DO(S) ÁUDIO(S):

Saudades, poema de Florbela Espanca
Música: Luiz Antonio Batista da Rocha
ntérprete: Valter Santos
Arranjo: Gabriel Alves Gonçalves
In: http://www.outorga.com.br/
© Luiz Antonio Batista da Rocha
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Saudades, poema de Florbela Espanca
Interpretação: José Henrique de Freitas
In: http://www.outorga.com.br/
© Luiz Antonio Batista da Rocha
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