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Sua poesia lírica é simples, correntia, de fundo romântico, pertinente à fase do sincretismo parnasiano-simbolista de transição para o Modernismo. Ficou conhecido como o “poeta das cigarras”, por causa de um de seus temas prediletos. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1926. Entre 1924 e 1932, aproximadamente, publicou crônicas em verso, sob o pseudônimo de João da Avenida, nas revistas cariocas Careta e Para Todos. Escreveu as revistas teatrais Laranja da China e Brasil Maior em 1929 e 1930. Em 1933 elegeu-se deputado, e atuou como censor teatral. Foi delegado na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico, realizada em Portugal, em 1945. Em 1953, trabalhou como embaixador do Brasil em Portugal. Sua obra poética inclui ainda os livros Cantigas de Encurtar Caminho (1949) e Toda Uma Vida de Poesia, entre outros. Produziu poemas parnasianos, canções populares e poesia infantil. Segundo o crítico Fernando Góes, "lírico incorrigível, como ele próprio confessou, seus versos, que falam quase sempre de amores tristes, que cantam a vida boêmia e melancólica das cigarras, que evocam aspectos do Rio, para onde se transferiu muito moço, são simples, correntios, puros, sem nenhum artifício de forma, sem nenhuma preocupação de escolas.". Um de seus temas prediletos foi a “cigarra” e, por essa razão, passou a ser conhecido também como o “Poeta das Cigarras”. |