OLEGÁRIO MARIANO
(Olegário Mariano Carneiro da Cunha)

Poeta, diplomata, deputado federal e constituinte
Nasceu: 24/03/1889 - Recife - PE
Mov. Literário: Parnasianismo
Membro da ABL, cadeira 23
Faleceu: 28/11/1958 no Rio de Janeiro - RJ

Sua poesia lírica é simples, correntia, de fundo romântico, pertinente à fase do sincretismo parnasiano-simbolista de transição para o Modernismo. Ficou conhecido como o “poeta das cigarras”, por causa de um de seus temas prediletos.
Além da obra poética iniciada em livro em 1911, e enfeixada nos dois volumes de Toda uma vida de poesia (1957), publicados pela José Olympio, Olegário Mariano publicou durante anos, nas revistas Careta e Para Todos, sob o pseudônimo de João da Avenida, uma seção de crônicas mundanas em versos humorísticos, mais tarde reunidas em dois livros: Bataclan e Vida Caixa de brinquedos.
Em concurso promovido pela revista Fon-Fon, em 1938, Olegário Mariano foi eleito, pelos intelectuais de todo o Brasil, Príncipe dos Poetas Brasileiros, em substituição a Alberto de Oliveira, detentor do título depois da morte de Olavo Bilac o primeiro a obtê-lo.

Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1926. Entre 1924 e 1932, aproximadamente, publicou crônicas em verso, sob o pseudônimo de João da Avenida, nas revistas cariocas Careta e Para Todos. Escreveu as revistas teatrais Laranja da China e Brasil Maior em 1929 e 1930. Em 1933 elegeu-se deputado, e atuou como censor teatral. Foi delegado na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico, realizada em Portugal, em 1945. Em 1953, trabalhou como embaixador do Brasil em Portugal. Sua obra poética inclui ainda os livros Cantigas de Encurtar Caminho (1949) e Toda Uma Vida de Poesia, entre outros. Produziu poemas parnasianos, canções populares e poesia infantil. Segundo o crítico Fernando Góes, "lírico incorrigível, como ele próprio confessou, seus versos, que falam quase sempre de amores tristes, que cantam a vida boêmia e melancólica das cigarras, que evocam aspectos do Rio, para onde se transferiu muito moço, são simples, correntios, puros, sem nenhum artifício de forma, sem nenhuma preocupação de escolas.".

Um de seus temas prediletos foi a “cigarra” e, por essa razão, passou a ser conhecido também como o “Poeta das Cigarras”.
Para alguns críticos, ao cantar em versos a presença da terra, sua poesia atingiu o ponto mais alto em qualidade.